27 de dez. de 2010

MUDANDO O MUNDO A NOSSA VOLTA

Boa Tarde!

Existe uma história muito bonita da Madre Tereza de Calcutá e do seu desprendimento para com os doentes e necessitados. Conta-se que um milionário, bastante impressionado com as obras de caridade da beata católica, visitou-a quando dava banhos em leprosos. Espantado por sua coragem e dedicação, disse-lhe: "Madre, nem por um milhão de dólares eu daria um banho num leproso!". Retrucou a religiosa: "Nem eu. Somente por amor é que se dá um banho num leproso".
Este ensinamento nos deveria levar, em especial neste semana entre o Natal e o Ano Novo, a refletirmos o porque fazemos as coisas em nossa vida. Pessoal e profissionalmente falando.
Talvez a pior das mortes seja aquela que tem como causa a mecanicidade, a rotina. Por pior que estejamos, por mais densa e escura que seja a nuvem que paira sobre nossa profissão, jamais podemos deixar de cumprir as nossas atividades laboriais como sendo a escolha que fizemos.
Se num determinado momento esta escolha pareceu-nos aquilo que de melhor poderíamos achar para nos motivar, devemos sempre estar buscando esta chama de volta, cada vez que as adversidades parecem querer apagá-la. Estamos onde escolhemos estar. Ainda que o processo de escolha resulte de variáveis das mais diversas, ele não ocorre da aleatoriedade, e sim das opções feitas por nós.
Uma escolha, assim, mal feita, poderá trazer danosas consequencias para nosso projeto profissional. Mas sempre terá sido o caminho que nós desejamos. Quem sabe estejamos procurando dar uma métrica ao que fazemos no cotidiano, quando deveríamos buscar identificar o que muda com aquilo que fazemos. Para nossos colegas mais próximos, para as seções mais próximas, para os clientes mesmo os mais longínquos.
Trabalhar é mudar de forma quantificada, planificada, a realidade que existia antes de nossa intervenção. Se replicamos o que alguém já fazia, ou repetimos mecanicamente o que alguém disse que deveríamos fazer, estamos de maneira mecânica sumindo dentro das estruturas da empresa. Se ousamos, e mais ainda, se buscamos dar o testemunho da dedicação e da vontade de mudar, aí sim aparece o amor a que se referia a beata católica.
Não é pelo dinheiro que trabalhamos, da mesma forma como não é por ele que vivemos.  O salário nos serve, daí a necessidade de lutarmos para qu ele seja melhor e mais forte perante a inflação. Mas ele é um meio, nunca um fim.
Ser feliz no que se faz é o combustível da nossa motivação. E para isso precisamos mudar o mundo cada vez que iniciamos nossa jornada de trabalho. Em especial naqueles dias em que não conseguimos enxergar como o estamos fazendo.

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