6 de jan. de 2011

LAGRIMAS DA OMISSÃO

Bom Dia!

As lágrimas da senhora que conta ter passado dez anos juntando seu dinheirinho para comprar um barranco por R$ 13 mil e que, com a tempestade de ontem em São Paulo, perdeu tudo, são feridas que devem atingir diretamente nossos corações. É fácil se falar que os 'pobres são teimosos'. É até covardia dizer que 'eles deveriam sair de lá antes das tragédias'. Sair para onde? Como eles pagarão uma pensão, ou um hotel, se a grande maioria deles encontra-se na linha da pobreza (menos de R$ 140,00 de salário mensal)?
Até quando seremos omissos?
Os governos entram, mudam, ou repetem-se, fazendo sempre o mesmo discurso cínico e oportunista: quem está na oposição critica quem está no governo; quem está no governo joga a culpa em São Pedro para as tempestades que TODOS SABEM QUE IRÃO OCORRER! Ao coitado do Santo não é facultado a palavra.
Covardes. Omissos. Relapsos.
Os políticos acreditam na nossa amnésia eleitoral. Se os habitantes de São Paulo não se lembram de quem votaram (75%) uma semana após as eleições desta ano (segundo o DATAFOLHA), como irão se lembrar das omissões e falsas promessas?
É triste ver uma pobre mulher, lutadora e trabalhadora chorar. Mas o pior é a certeza de que outras lágrimas, vidas e prejuízos se seguirão, até o carnaval chegar... E aí...

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