Boa Noite!
O cantor americano Willie Nelson, de 76 anos de idade, faz sucesso há mais de 40 anos com músicas no estilo country e baladas que já foram gravadas por diversos artistas, dentre os quais Elvis Presley. No final do ano passado ele foi detido pela Polícia portando maconha em seu carro. Lá nos EUA um crime deste tipo leva o infrator a um tribunal, tipo de pequenas causas só que na esfera Penal.
A juíza esta semana decidiu que aplicaria no idoso cantor, defensor assumido da legalização das drogas e usuário incorrigível de maconha, uma pena que em português chamamos de alternativa: ele irá cantar no Tribunal algumas de suas canções mais famosas e será liberado após esta ‘penalidade’.
Apressam-se alguns jornalistas a apresentar a ‘modernidade’ do sistema penal americano, claramente liberando um defensor das drogas de qualquer compromisso para com a sociedade que ele coloca sob risco.
Não sou contra a pena alternativa. Mas ela deve resultar em benefícios para aqueles que foram objeto do crime praticado pelo recebedor da benesse. Ao dirigir sob o efeito da maconha, droga que comprovadamente altera o equilíbrio, o estado mental e as faculdades de quem a consome, o artista expôs sua vida ao risco e a de todos os que cruzaram seu caminho.
É verdade que não houve nenhum dano, ao menos detectado pela polícia. Mas é muito mais verdade que a campanha pela legalização das drogas continua sorrateiramente a minar todos os setores da sociedade contemporânea. O que nos restará?
Esperar que nada aconteça aos nossos filhos, parentes, amigos, vizinhos que cruzarem os caminhos dos consumidores destes venenos de efeito lento? É muito pouco para quem paga tanto imposto. O Estado não poderia abandonar o seu poder de polícia. Ele existe para que sejamos protegidos daquilo que não podemos governar. Legalizar as drogas é permitir que irresponsáveis de qualquer idade exponham, ou melhor, potencializem os riscos que já pairam hoje sobre nossas vidas.
Mais um triste exemplo dos Estados Unidos. Será que eles não cansam?
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