Bom Dia!
Embora seja uma área muito difícil para mim, devo reconhecer que é imprescindível tirarmos alguns momentos de nossas jornadas para conversar com nossas lideranças sobre assuntos que não estejam ligados às atividades corporativas. Não se trata de um muro de lamentações, tampouco de caldo de mexericos, é simplesmente um instante no qual precisamos resgatar (ou criar) espaços relacionais que não decorram simplesmente de obrigações da hierarquia ou da legislação trabalhista vigente.
Nossos líderes são pessoas com vidas, dúvidas, aspirações e sonhos que muitas vezes necessitam partilhar. Quando não somos capazes de perceber isto podemos muito bem estar jogando fora excelentes oportunidades de criar uma saudável cumplicidade laboral, que será vital nos momentos (certos) de tensão ou de conflitos que fazem parte intrínseca da vida profissional.
Criar estes momentos de cumplicidade produtiva não é fácil. Falo por mim, mas penso que também muitos executivos amargam ter desperdiçado estas oportunidades quando surgiram. Ou de não tê-las incentivado nos momentos certos.
Precisamos de equipes que nos vejam como lideranças acessíveis, que controlam e exigem, mas que partilham o seu saber, suas informações, as essências do jogo de poder que existe em quaisquer empresas públicas ou privadas.
Estes espações são momentos privilegiados. Tanto porque não podem se tornar corriqueiros e tão informais que sejam desvalorizados pela mecanicidade de quem deles participam. Precisam ser espontâneos e, principalmente, sinceros. Talvez seja a prova que nossas equipes esperam de que, apesar de gestores, também somos humanos. Ah, e temos coração!
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