Bom Dia!
A Agência Nacional de Saúde (ANS) encontra-se em plena discussão acerca da questão de Medicamentos nas operadoras de saúde privadas, especialmente sob uma lógica de intervenção assistencial voltada para a manutenção de estabilidade clínica. Depois de tantas resoluções que criam problemas para todos, inclusive para os clientes, parece que algum raio de sanidade gerencial aportou naquele lugar, o que deve ser saudado e aprovado por quem estuda a questão Saúde não como algo ideológico, e sim como um Sistema que se profissionaliza ou quebra de vez.
A falta de uma Política Nacional Farmacêutica que retire dos medicamentos seu componente meramente financeiro (situação atual e hegemônico) e coloque-os no amplo espectro da assistência gerenciada e qualificada, vem sendo sentida no caixa das operadoras, no bolso dos clientes e nos indicadores sanitários dos sistemas público e privado deste país, já há um bom tempo.
Falta-nos conhecimento para implementá-la? Não, penso que não. Falta vontade e vergonha.
Vontade de abrir uma mesa técnica, que seja capaz e competente a tal ponto que elabore ações e medidas concretas de implantação e acompanhamento dos resultados efetivamente observados.
Vergonha para pararmos com esta autoenganação de que, apenas com medidas restritivas e puramente negatórias, vamos conseguir algum tipo de equilíbrio PERENE, e não apenas resultados instantâneos e, por assim dizer, rapidamente solúveis, ou seja, desaparecem antes mesmo de se começar o próximo balanço.
Temos profissionais competentes para fazer esta discussão. E soube que uma das primeiras convidadades pela ANS foi a gestora de saúde Vilma Dias, que é responsável por todo o sistema de saúde de uma das maiores operadoras de autogestão deste país.
É, talvez ainda exista esperança para a ANS. Vale a pena acompanhar e cobrar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário