Boa Noite,
Todos os jornais e meios de comunicação estão hoje debruçados sobre a morte de Stevie Jobs. Tratam de levantar este ou aquele aspecto de sua vida, tentando atrair a atenção do público, mas sempre convergindo no fato de que se trata de um dos maiores gênios no campo em que atuou, em todos os tempos. Sua morte prematura, aos 56 anos, vítima de uma das formas mais agressivas de câncer (o de pâncreas), encerra uma luta pela vida que perdurou por mais de uma década.
O que me fica nestes casos é a substância de nossa vida. Sim porque a forma, ou seja, todo o imenso poder econômico, financeiro e corporativo que o Jons possuía irão agora para outros, sucessores, herdeiros e até mesmo concorrentes, no caso da maluca vida das empresas. O que ele leva para a eternidade é aquilo que era em seu interior. Suas escolhas, suas ações, suas fraquezas.
Nem toda a fortuna dele foi capaz de dar-lhe uma ferramenta para vencer a doença, quem sabe mais agravada por uma adolescência e juventude regrada a drogas e abusos. Mas fiquei pensando todo o tempo que espero, sinceramente, que ele tenha construído seu caminho para a eternidade.
Que seus filhos, se os tiver, chorem agora pelo que ele era. Nunca pelo que ele tem.
Que seus amigos lamentam a não convivência física com o Jobs, ainda que possam ter forte esperança de sua presença no Reino dos Céus, por tudo de bom que fez e ajudou a fazer.
Que seus desafetos possam entender, ainda que tardiamente, a companhia sincera e honesta que não usufruíram, às vezes por coisas tão pequenas e sem sentido.
Um milionário, ou bilionário como Jobs pode ter tudo o que de material existe e o dinheiro pode comprar. Mas cada vez que um deles morre, rezo para que tenham tido neste vida e na que agora se inicia de verdade para eles, o bem mais precioso e valioso que Deus nos legou: a Paz.
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