Boa Tarde!
Existe um filme muito famoso pelo qual um cientista e seu ajudante usam de uma poderosa máquina do tempo, na forma de um veículo possante, para voltar ao passado e, nele, tentar manter as coisas acertadas ou evitar erros. Ou seja, é o batido conceito de que se pudéssemos voltar ao passado faríamos exclusivamente para produzir o bem coletivo.
Pois bem, eu descobri que a ANS é adepta, ou ao menos assim o parece, desta filosofia ficcionista. Só que ao contrário do filme a Agência não volta ao passado, em verdade, nunca sai dele. São as mesmas falas, os mesmos discursos de boas intenções, as mesmas perspectivas e até mesmo as lâminas nos dão a impressão serem sempre a mesmíssima coisa.
A ANS não quer enxergar a realidade, este é o ponto. E ela foge desta discussão usando chavões e textos pré-fabricados que já foram capazes de sensibilizar este ou aquele ator, há muito tempo atrás, mas não serve hoje para absolutamente nada.
Ela não pode fazer isto porque a Lei não o permite. Que Lei? Aquela que a ANS remendou, tricotou, esfacelou, modificou, criou e ela mesma revogou?
Ela não pode chegar aos prestadores de serviço porque não possui estrutura suficiente. Mais gente? Quais os produtos concretos de melhoria estrutural do sistema nós, cidadãos recebemos, com o exuberante crescimento do quadro próprio da agência?
Realmente, não temos uma agência reguladora. E sim, uma agência reclamadora. Dá prá entender porque a ANS convidada a um debate jurídico pela UNIDAS passa vinte minutos falando de "Hipóteses de Lacunas". Lacuna já é uma ausência. Sua hipótese deve ser algo próximo ao 'delirium tremens'.
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