19 de nov. de 2007

O ABORTO E O FIM DO MUNDO

Bom dia!

Cerca de 70% dos delegados presentes à 13a. Conferência Nacional de Saúde disseram não à violência do ABORTO, apesar das inúmeras pressões e enfáticos discursos dos representantes do Governo e, em especial, do Ministério da Saúde. O Ministro Temporão já deu declarações de que continuará em sua cruzada pró-abortiva, pois declara que está é a melhor maneira de preservar a vida e saúde das gestantes que desejam praticar esta forma de eliminação do feto.
Retomo a questão da propriedade dos argumentos.
Não tive conhecimento de nenhuma medida estruturante com relação à inclusão social dos jovens que assegure-lhes educação, segurança e emprego. Sem estes três pilares do desenvolvimento, prevalecerão as atitudes irresponsáveis, incentivadas por todos os contraventores atuantes em nosso país, sejam eles clandestinos ou não.
Não consegui descobrir as propostas aperfeiçoantes e includentes dos programas de prevenção e promoção da saúde das parturientes, capaz de assegurar-lhes uma maternidade de menor risco e dotando-lhes de informações e formação tão necessárias ao complexo processo de se sentir mãe.
Não identifico nas palavras dos técnicos e do próprio ministro os compromissos e responsabilidades assumidas em função da grave crise de GESTÃO que atravessa o SUS e que NÃO SERÁ RESOLVIDA com medidas populistas (será que é mesmo o caso?) como a defesa da eliminação dos fetos.
Como pode a vida ser definida como indesejada? Como podemos ser convocados a entender a eliminação de indefesos como a melhor forma de se resolver um problema de saúde?
Lembro dos episódios históricos, de triste lembrança, onde tais argumentos foram deturpados para se eliminar doentes mentais e judeus.
Onde estão os ganhos das sociedades que, infelizmente, aceitaram a eliminação como medida legal? Quais os indicadores de saúde que evoluíram nas mulheres que se submeteram a este irremediável expurgo?
Por que não são trazidos os números que, segundo dizem, embasam a defesa de tão cruel medida como o aborto? Seus defensores, têm medo do que?

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