20 de dez. de 2007

ATENÇÃO PRIMÁRIA: INCOMPREENSÕES OU FALTA DE OUSADIA?

Bom Dia!

Notícias de Portugal nos dão conta do embate que está se desenrolando entre a Ordem dos Médicos daquele país e o Governo, por conta da decisão de fechamento de Unidades Ambulatoriais e transferência dos Médicos de Família para realização de atendimento em centros hospitalares. Os representantes dos médicos projetam uma redução de 300 mil consultas, ou seja, atendimentos por ano com a medida, além dos evidentes problemas que acarretará a presença de generalistas em ambiente de alta complexidade, com demanda forte de atendimentos de emergência.
A questão que gostaria de suscitar é: os gestores de saúde pouco compreendem a abrangência da intervenção no nível primário ou estamos sendo pouco ousados nesta intervenção? Será que nos tornamos, aqueles que defendem a Atenção Primária, dogmáticos demais, burocráticos em excesso e não estamos perecebendo as mudanças culturais das sociedades?
Não se trata de alterar a linha mestra de atuação, não é isto. Mas, se a adesão dos clientes não se dá no nível esperado, como já debatemos aqui, e se os financiadores começam a colocar impecilhos na própria estrutura física das unidades, no mínimo deveríamos discutir o que está acontecendo.
Será que não está faltando criatividade e desenvolvimento de novas opções?

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