Bom Dia!
De novo a ANS retoma, agora mostrando as etapas em que ocorrerão, a discussão da Portabilidade. Isto é, a possibilidade de usuários de planos de saúde trocarem de plano, no seu interesse próprio e sem cumprimento de carência. Pleito antigo e populista dos órgãos de defesa dos consumidores, ataca de novo efeitos que existem no mercado suplementar pela falta de qualidade de alguns atores, deixando de lado causas mais estruturais ao sistema: como prover a saúde da população, garantir pleno acesso e qualificar todos os atores envolvidos.
A portabilidade defendida pela Agência faz-me lembrar da Hora do Pesadelo. Aquele filme de terror em que o vilão-monstro (Freddy Krueger), além de não deixar ninguém dormir, pois atacava através dos sonhos, tinha uma predileção pelas crianças e adolescentes que não acreditavam no poder do MAL em conturbar as nossas vidas.
Se nós implantarmos a portabilidade, da forma desejada pelos órgãos que dizem defender os consumidores, poderemos estar inviabilizando a saúde suplementar, ou encarecendo ainda mais os seus produtos, ou reduzindo as empresas que oferecem planos de saúde. Em que isto agrega qualidade ao consumidor?
Se inexistir concorrência saudável e ética, de que servirá a portabilidade? Aliás, se continuar a inviabilizar a existência de empresas, o consumidor se mudará para onde?
Até o final do ano deverão ocorrer audiências públicas promovidas pela ANS.
É bom todos pensarmos como gestores de um sistema de saúde, antes que só nos reste os pesadelos e monstros noturnos que eles trazem...
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