26 de fev. de 2008

UM NOVO OLHAR SOBRE OS HOSPITAIS

Boa Tarde!

Chegou a hora de trocarmos de OLHAR! Não, não enlouqueci. Apenas reforçou-se em mim a certeza de que se continuarmos a olhar para as empresas, serviços e produtos do Setor Saúde da mesma forma como o fizemos nas últimas décadas, sinceramente, acabou.
O que isto significa? Que hospitais são centros de alta complexidade, mas podem e devem ser usados para promover saúde. Como? Usando da complexidade já instalada e existente para se gerenciar tratamentos de populações que requeiram intervenções mais delicadas, cuidando da saúde e não da doença delas. Um exemplo disto é o programa de controle e redução das fraturas de fêmur, que se está desenvolvendo na Itália usando-se o Ácido Zolendrônico (ZOMETA/ACLASTAN) em uma aplicação única e anual, nos idosos portadores de osteoporose.
A aplicação e o controle serão feitos em HOSPITAIS pelos médicos das equipes próprias!
O projeto, conduzido pela Universidade de Roma, procura reduzir em 30% as internações decorrentes das fraturas ou de novas quebras pela falta de manutenção do controle e tratamento por parte dos pacientes. Uma economia estimada de 200 milhões de euros para 2009!
Pergunto: não é uma atividade de promoção à saúde, feita por técnicos de prestadores terciários? Não irá contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes? Não irá reduzir despesas e custos assistenciais? Não pode ser feita nos hospitais?
Este texto não é um libelo pró-hospitais. Tampouco quer minimizar a importância das estratégias voltadas para a atenção primária. O que desejo, sim, é provocar uma fratura definitiva na mesmice que parece assolar o Setor de Saúde Suplementar.
Chega de acreditar que se ganha dinheiro pela falta de dinheiro de outrem! A rentabilidade tem que advir da ampliação do mercado, nunca de sua retração ou crescimento horizontal! É possível imaginarmos novas alternativas para os fornecedores de serviços que agreguem valor ao paciente e seu tratamento.
O verbo para isso é QUERER... Queremos?

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