Bom Dia!
O que a queda do Fidel, ou sua "renúncia", como noticiam todos os jornais no mundo hoje podem servir de reflexão para os gestores, na Saúde ou em outros campos de atuação? Independentemente de ideologias, deixemo-las para os profissionais do ramo, cabe-nos retroceder na história e verificar o papel do agora ex-ditador cubano à frente do grupo de insurgentes que se instalou em Sierra Maestra, nos idos de 1959.
Cuba vivia sob a ditadura do Fulgêncio Batista e Fidel liderou um grupo unido, onde os objetivos estratégicos estavam definidos e eram assumidos por todos. Sua estratégia resultava de diversas experiências anteriores e passava pela junção da agressividade contra as forças do governo em paralelo à conquista dos camponenses que viviam em torno das montanhas.
Conheciam o terreno e usaram-no em seu favor. Foram vitoriosos pela persistência.
No poder, porém, a história foi outra.
Fidel centralizou cada vez mais as decisões nele e no seu braço direito, Che. Depois, deu um jeito de livrar-se do Guevara e passou a reinar absoluto sobre a Ilha. Consequência: economia arrasada, povo sofrido, embora combativo e corajoso, dificuldades e mais dificuldades .
Final melancólico, mas, inesperado? Não.
A centralização é o primeiro passo de um administrador em direção ao cadafalso. Quanto tempo levará para explodir sua gestão? É questão de cenário. Quanto ele tem de poder, de sustentação com as cúpulas diretivas ou os acionistas, ou a dificuldade de se conseguir um substituto. Mas ele certamente desaparecerá.
O centralismo é burro, cego e inoperante. Em geral ele se utiliza da força desmedida e desproporcional, exatamente por não possuir competência gerencial. O que não significa que os centralizadores sejam pessoas sem inteligência ou cultura. Não!
Apenas acreditam ser alguma coisa acima, ou na pior das hipóteses igual a DEUS!
Fazem sofrer suas equipes, mas sofrem mais ainda. Porque conseguem uns sucessos iniciais pelo medo, apenas para verem seus projetos desabarem contra o Senhor da Razão: o Tempo.
Fidel abriu mão do seu lugar de grande líder de um povo aguerrido e heróico, quando se deixou levar pela ambição do poder único e centralizador.
O administrador abrirá mão de sua competência e dos resultados quando resolver centralizar e se tornar o poder absolutista em qualquer organização. As equipes precisam de líderes com coragem de decidir com firmeza e justiça, com igualdade e competência.
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