4 de mar. de 2008

LENDA URBANA DA SAÚDE

Bom Dia!

Amanhã, dia 5 de março, o Supremo Tribunal Federal deverá julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo Procurador Geral da República contra o Art. 5o. e seus parágrafos da Lei de Biossegurança que permite a destruição dos embriões humanos a título de "pesquisa". Somente para recordarmos, esta é aquela Lei que trata da SOJA e do MILHO transgênicos e que gerou, dentro do próprio Governo uma série de debates e troca de acusações. Pois bem, tratando de transgênicos, e sem consenso dentro de sua própria casa, o Governo entendeu que no mesmo pacote de alimentos se encontra o uso e manipulação dos EMBRIÕES HUMANOS.
Segundo os defensores do descarte de embriões, para seu uso em "pesquisas", neles não se sabe se há vida humana(sic)! Pasmem vocês, após séculos de consenso quanto à necessidade de se proteger o direito dos embriões e fetos, por serem vidas, os governos do mundo e, claro, nosso progressista país não sabe mais se há ou não vida. Como não sabem, ao invés de protegê-los, decidiram, na Lei que trata do Milho e da Soja, autorizar o seu descarte.
Mais estranho, ainda, é que as razões apresentadas para isto, dentre elas e como principal, o uso de células-tronco embrionárias, são apresentadas de forma superificial e mesmo irresponsável!

Isto porque:
1. Não se coloca à disposição de todos nós os inúmeros resultados positivos obtidos com pesquisas de células adultas, mais disponíveis e que evitam o dito descarte;
2. Não se divulgam os inúmeros problemas (tumores, dentre eles), advindos do uso destas células, nos pacientes tratados nos países que já cometeram esta atrocidade;
3. Não se mostra ao público as pesquisas biológicas que demonstram já existir, desde a fecundação, um processo autônomo de absorção de proteínas, pelo embrião, desligado da estrutura materna, o que somente é possível nos ORGANISMOS VIVOS.

Por que tanta omissão? Por que apresentar partes de uma verdade, às vezes já superada pela própria ciência, como se fosse o discurso completo da ciência? Por que perguntados pelos Ministros do STF, na audiência pública, se havia ou não VIDA nos embriões, os ilustres defensores que até se dizem cientistas saíram com a pérola: não sabemos afirmar? Por que se insiste em dizer que a razão da oposição a este massacre de novas vidas é uma determinação da Igreja Católica, ao invés de se abrir espaço, na mesma proporção que tem sido feito aos defensores do descarte, na mídia, aos cientistas que estudam e se opõem ao uso dos embriões humanos? Que interesses estão motivando tantos desvios?
É lenda urbana se afirmar que não existe vida humana quando se reconhece vida orgânica em qualquer processo independente de absorção de proteínas. É lenda urbana se usar pessoas que estão sofrendo, iludindo-as com uma cura ainda inexistente, e fazendo-as defensoras de interesses maiores que nem conhecem. É lenda urbana dizer que a mesma lógica usada pelo nazismo, a do descarte dos seres inferiores, pode agora ser apresentada como evolução científica.
É lenda urbana afirmar que o descarte de embriões não é um assassinato.
Como todas as lendas urbanas, esta deve ser desmascarada e combatida.
Afinal, a Saúde defende a Vida ou o que?

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