13 de mar. de 2008

O FIM DA PICADA?

Boa Tarde!

As mulheres italianas estão consumindo mais cocaína em virtude da ansiedade e disputa de lugar na sociedade com os homens. É o que diz a pesquisa realizada pela Universidade Católica de Milão e deivulgada esta semana. Se for mantido o ritmo, cerca de 40% a mais de mulheres serão dependentes químicas do infeliz pó branco até 2010. Serão executivas à beira de um colapso total: de suas carreiras, tão protegidas e de suas vidas, tão preciosas!
É triste ver tudo isto e acompanharmos o rótulo de "conquistas femininas". A perda da saúde física e mental destas mulheres será irreversível, se forem mantidas pela mídia a pressão indireta que todas sofrem em relação ao sucesso.
Parece que a mulher de sucesso é aquela que abre mão de tudo, e agora até da sua saúde, por um dito sucesso profissional. Ela pode ser sozinha, triste, doente, mas é uma vitoriosa! De que mesmo?
Vitória seria a sociedade reconhecer a dupla jornada da mulher. O seu papel decisivo na construção da célula básica da sociedade humana - a família, e também no importante equilíbrio que tem trazido às corporações privadas e públicas. Este reconhecimento seria real se ao invés das matérias jornalísticas nos jornais do horário nobre, as próprias empresas de comunicação dessem o exemplo remunerando pela competência cada profissional e adequando seu horário àquele do qual todos nós precisamos: mãe, mulher, amiga e companheira.
Que pena saber que a mulher aumentou sua dependência do cigarro, e por isso está igual aos homens nesta triste dependência.
Que lamentável saber que a proporção do crescimento de executivos dependentes de cocaína já tem a mulher em primeiro lugar.
Que hipócrita apresentar a solidão como destino das vitoriosas executivas.
Que mentira dizermos que reconhecemos a importância, capacidade e valor das mulheres no campo profissional, se não temos coragem de reconhecer-lhes o direito, mais ainda, a necessidade de ter tratamento adequado ao seu papel de mãe.
Já afirmei aqui que não existe falta de discursos no mundo corporativo. Tal qual na política, alguém já fez certamente um discurso ou texto sobre tudo o que relatei acima. Mas, igualmente como no universo político, há carência de medidas concretas que tratem com justiça esta questão.

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