20 de mar. de 2008

O SÉCULO QUE NÃO QUER TERMINAR

Bom Dia!

Quase ao término da primeira década do Século XXI, diversos problemas do outro século, vivenciados pelos gestores que atuam no Setor Saúde persistem. Parece que por mais declarações de intenções que sejam feitas, o medo de mudar é mais forte e, assim, permanecemos replicando velhas e obsoletas posturas administrativas. Senão vejamos:
= ENCANTAR O CLIENTE: poucas empresas não devem ter usado ainda este refrão (quase um mantra) em seus materiais internos, banners e similares, quer sejam voltados ao público interno ou externo. Todos sabem desta necessidade. Mas, e as ações concretas? Dirão alguns: aumentamos a tiragem dos jornais, sem lembrar do volume de papéis recebidos diariamente nas residências dos nossos clientes (e solenemente jogados na cesta de lixo, muitos sem serem abertos). Outros, vibrando, falarão de encontros e comemorações realizadas, às quais "muitos" compareceram. Muitos, quantos? Qual a representatividade e o seguimento dado ao evento? Onde está o encantamento?
= ATUAR COM ÉTICA: deve ser a campeã dos discursos. Fantástica a preocupação que reina em nosso país, nos mais diversos níveis, com a adoção de uma postura ética. Ao menos nos materiais impressos. Mas, e no dia-a-dia? E no momento em que são aproveitados os diversos caminhos alternativos que os mercados ainda possuem para se ganhar mais, para se recolher menos impostos que o devido, para se ter maior spread nos recursos financeiros? Onde fica a ética institucional?

Temos diversos outros pontos não resolvidos. Mas hoje gostaria de destacar estes dois. Primeiro porque encantar o cliente é, antes de mais nada, reconhecer e assumir com ações concretas a importância que ele possui para mim, como profissional, e para a empresa onde trabalho, como gestor. O cliente não é uma marionete. Menos ainda um "João-Teimoso", aquele boneco que quanto mais se bate, mais rápido ele retoma a posição vertical. O cliente não mais se apresenta para nós como um "dependente" de nossos serviços, ou habilidades, ou formações. Chega desta bobagem! O cliente tem acesso às informações em tempo real e as busca efetivamente! Ele quer sentir um produto diferenciado, que o faça sentir-se especialmente acolhido e que o permita resolver as suas necessidades. Se alguns sabem expressar corretamente isto e outros não, o problema é nosso, nós somos os fornecedores, cabe a nós o desafio de encantá-los e não aos clientes um "dever" de se deixar encantar!
Da mesma forma a Ética! Ela significa uma mesma atitude perante todos e nos momentos solitários. Ela exige que as decisões valham para todos e não para um grupo de eleitos. Ela determina que NENHUMA vantagem ilícita possa ser usada sob qualquer pretexto. Um gestor ético pode até não ter tantos títulos universitários, tantas formações, tantas páginas de currículo. Mas a bagagem interior que carrega sempre será capaz de tornar o mundo no qual vive (familiares, amigos e colegas de trabalho), melhor e mais inclusivo. O medo é temporário, a ética é perene.
As posturas e problemas do século anterior parecem não terminar. Aliás, elas fazem com que o Século XXI, tão esperado por tantos, ainda não tenha começado de forma efetiva.
Não estará na hora?

Nenhum comentário: