Bom Dia!
Estamos acompanhando pela mídia a troca de farpas e elevação da temperatura entre os candidatos (e candidatos a candidatos) da eleição americana. Um dos pontos mais polêmicos, sem dúvida, é o que pretendem fazer acerca do falido (no dizer de Porter) sistema de saúde. De fato, a totalidade daqueles que acompanham direta ou indiretamente o Setor Saúde, sabem da falência geral do sistema que mais gasta no mundo, em volume relativo ao PIB nacional e per capita, se comparamos estes gastos com os indicadores obtidos. Esta relação demonstra ineficiência quanto ao consumo de recursos, ineficácia quanto ao acesso e inefetividade quanto aos resultados que se deveriam observar pela abundância dos gastos.
Todos os três pré-candidatos (McCain, Hillary e Obama) já colocam suas IDÉIAS e as deixam exatamente neste campo: retórico-teórico. Sabem que as alterações não serão fáceis, os interesses são gigantes e a última tentativa (do Presidente Clinton) de fazer uma reforma de verdade foi, na melhor das hipóteses, uma grande derrota política no Congresso americano.
O lado positivo disso tudo: todos os candidatos estão preocupados como ACESSO! Perceberam que se o sistema não inclui e não é percebido dessa forma pelo cliente, o maior passo em relação ao cadafalso já foi dado.
A questão é assumir, o governo americano, sua parcela nesta imensa confusão em que se transformou o setor saúde naquele país. Querer criar impostos (McCain) como forma de inclusão, enquanto se beneficiam as indústrias de armamentos parece-nos uma idéia no mínimo equivocada. Por outro lado, defender uma ampla intervenção (Hillary) num país que tem a pior dívida interna do mundo, e num momento delicadíssimo de sua economia, chega a parecer irresponsabilidade. Tampouco permitir apenas a inclusão das crianças e jovens (Obama) chega a ser uma solução, pois novamente se pretende resolver a exclusão... excluindo-se!
Como podemos perceber, nenhum dos candidatos quer assumir compromissos públicos efetivos. Também não desejam divulgar seus reais planos (estamos otimistas que os tenham), pois isso pode impactar negativamente no eleitorado. Menos ainda mexer com os donos do grande capital, donos que são de tantas outras coisas... Em suma, ninguém tem um compromisso concreto para o pior sistema de saúde do mundo!
Retórica, falta de compromisso, gestão amadora e proteção aos que já são protegidos... Como um sistema de saúde pode sobreviver a isto? Ainda bem que isto só acontece nos Estados Unidos!
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