Bom Dia!
Pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), em conjunto com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), chegou à constatação de que mais de 70% das mulheres que cometeram o aborto no dez últimos anos em nosso país já tinham pelo menos um filho e estavam com idade variando entre 20 e 29 anos. O estudo adentrou na questão da religião declarada e aponta para a prevalência de católicas neste grupo, seguida por espíritas e evangélicas. Conclui que a religião é para elas um meio de conforto e não uma "cartilha dogmática" a ser seguida nesta triste atitude.
Qual a surpresa? Sinceramente, nenhuma.
A mídia tem feito, sistematicamente, uma campanha pró-aborto a ponto de transformar ministro de estado em garoto-propaganda, enaltecendo a opção abortiva como um ganho, um aumento da liberdade feminina. E por mais paradoxal, a mesma mídia mantém o assassinato cruel e frio de uma criança em São Paulo, há mais de um mês, com enorme espaço e sob a égide da revolta e desprezo populares.
Ou seja, para a mídia brasileira, matar uma criança de cinco anos é objeto de repulsa, o que é verdade. Agora, se a criança é apenas um embrião de cinco horas, cinco dias, cinco semanas, ou cinco meses, não é crime, é liberdade feminina. Parece hipocrisia, e é.
A prevalência de abortos entre jovens mulheres que já são mães, demonstra o quanto se têm atacado as bases sólidas da educação e formação em nosso país. O quanto os valores e princípios que regerão os futuros profissionais, políticos, técnicos e condutores desta nação, estão sendo relativizados em nome de "modernismos" e " avanços", construídos sobre sacrifícios de vidas sem defesa própria.
Existem interesses comerciais estão inseridos nestas questões? Não sei. O que eu sei é que dos abortos efetuados, 84% se deu com uso de medicamentos, inclusive de venda proibida a pessoas físicas e em farmácias, segundo os mesmos pesquisadores. Ou seja, a Lei que veda, por exemplo, a comercialização em balcãos de farmácias do Cyntotec desde 1998, está sendo, no mínimo descumprida. E esta medicação foi a campeã de uso segundo a UnB/UERJ na década estudada (1997/2007).
Estamos caminhando para mais um triste recorde? Vocês já perceberam que desde o caso Isabela a imprensa tem evitado falar do uso de embriões humanos em pesquisa? Também não falaram mais da legalização do aborto? Por que será que estas coincidências acontecem? Para que as pessoas não percebam a vinculação estreita que existe entre ambas.
Matar uma criança é chocante, violento e repulsivo. Matar fetos e embriões, também.
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