9 de abr. de 2008

ETERNO RECOMEÇO

Bom Dia!

Retomo o acompanhamento da "disputa" que se instituiu, via judiciário, entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as operadoras de saúde acerca dos novos procedimentos inclusos por decisão unilateral da agência e sem o respectivo resplado financeiro para as empresas. Destaque-se a oposição das operadoras de medicina de grupo, tendo à frente sua associação - ABRAMGE. Mais uma vez, penso que neste eterno recomeço que é a gestão da Saúde no nosso país, deparamo-nos com uma crise fabricada pela discussão dos meios e não dos fins para os quais existe e deve ser defendido o Sistema de Saúde nacional.
O que desejamos? O que espera nossos participantes/clientes?
Desejamos a longevidade - das pessoas, associada à qualidade de vida, e das organizações públicas e privadas, associada à profissionalização da gestão;
Buscamos coberturas amplas, com quase nenhuma exclusão. Porém com a responsabilidade da oferta qualificada dos serviços e de uma sólida posição financeira de todos os atores, para que não se venha punir, mais uma vez, o conjunto da sociedade com descalabros de gestão de quaisquer organizações (públicas ou privadas);
Ansiamos por regras que elevem a oferta dos serviços e transforme o Setor Saúde num efetivo produtor de... Saúde!
E o que vemos?
Regras populistas voltadas para a satisfação imediata dos consumidores, mas que por vezes nem tangenciam as principais dificuldades a serem superadas: as diversas lacunas ou inexistência total de ações e programas voltados para prevenir agravos e promover Saúde para cada uma dos indivíduos.
Existem discursos aos montes. Verdadeiras palavras-de-ordem, mantras sanitários! Mas, onde estão as medidas concretas? Os incentivos ao desenvolvimento de ações de gerenciamento de risco, controle de agravos, melhoria da qualidade de vida das populações assistidas? Em que gaveta repousa este projeto, uma das razões para a qual se criou uma agência reguladora na Saúde?
Enquanto isso, vamos acompanhar uma briga da qual apenas uma coisa tenho certeza: no final, o Sistema de Saúde estará mais desacreditado; os planos estarão mais estigmatizados; a Agência mais desprezada e o cliente... como sempre mais perdido, por nossa culpa.
Quem ganha mesmo com esta confusão toda???

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