19 de abr. de 2008

A VERDADE, NADA MAIS DO QUE A VERDADE

Boa Tarde!

"O que é a verdade?" A pergunta de Pilatos, dirigida a Cristo por ocasião do simulacro de julgamento que os romanos impuseram a Jesus, ainda ecoa em todos os fiéis cristãos, em sua dimensão espiritual e escatológica. Mas, como todo bom ensinamento na vida deveria fazer, ela pode (e deve) ser objeto de reflexão para todos nós, gestores.
A verdade é o fundamento principal de uma gestão ética. Ela espelha o real posicionamento de quem decide e, ao mesmo tempo, serve de parâmetro para o respeito efetivo que o poder decisor tem pelos níveis executivos das organizações.
Falar a verdade não é um encargo, é um dom. E como todos os dons que nós recebemos, deve ser lapidado e aperfeiçoado para que não seja visto como algo truculento, que não é, mas como uma real necessidade dos tempos atuais.
A cultura da não-verdade, seja pelo uso de mentiras contumazes, seja pela deformação da realidade em interesses próprios, tornou-se tão frequente que o pensador Affonso Romano já desabafava dizendo:

"Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente".

Óbvio que não há sinceridade na mentira. E nem pode ser sincero quem adota como opção primordial de sua gestão a mentira. São superficialidades os bons tratos ministrados por mentirosos, e passageiras as "vantagens" que aparentemente obtém. Um gestor profissional saber ser reservado, meticuloso na gestão das informações estratégicas, cuidadoso com os interesses de suas organizações. Mas, mentiroso, definitivamente, nunca!
Um bom final de semana a todos!

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