Bom Dia!
O Ministério da Saúde está desenvolvendo em todo país uma campanha de esclarecimento e promoção ao parto natural. A iniciativa, além de elogiável sob todos os aspectos, é uma oportunidade ímpar de se esclarecer dúvidas e derrubar "lendas urbanas" sobre as mulheres que optarem por esta forma saudável de conceber. Os eventos proliferam e logo deverão tomar conta das ruas, esperamos com o apoio dos conselhos regionais de medicina e enfermagem, também interessados em toda forma de promoção à Saúde.
A maternidade é um dom maravilhoso, divino e que distingue a mulher alçando-a ao lugar de destaque que deve ocupar no mundo. A ligação umbilical com os filhos é tão intensa e permanente, mesmo após o nascimento, que as mudanças trazidas pela gravidez muitas vezes transformarão as gestantes para o resto de suas vidas.
A maternidade é uma vocação para o amor. Por isso, embora a campanha esteja destinada àquelas que serão mães biológicas, não podemos esquecer de tantas outras que, por razões diversas, fazem da adoção uma outra forma de amar. E são mães também, quando entendemos a palavra mãe como sinônimo de amor.
Num mundo tão materialista e por isso mesmo tão egoísta, onde as relações de consumo tentam eliminar a construção de relações baseadas no amor recíproco, a maternidade, seja ela biológica, seja ela (perdoem-me os cientistas) adotiva, é mais do que uma ação de promoção à Saúde. Tratamos da própria sobrevivência do afeto, caridade e solidariedade, sentimentos que ao serem supridos de uma sociedade, atestam o errado caminho desta para sua auto-destruição.
A maternidade é a maior expressão da defesa da vida que a sociedade possui. O aborto é a negação da maternidade e do amor. Por que tantas dúvidas?
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