21 de mai. de 2008

O DESEMPREGO JOVEM

Bom dia!

O jornal "O GLOBO" em sua edição de hoje destaca e analisa a pesquisa do IPEA acerca do desemprego e seu perfil etário dentre dez países examinados (Brasil, México, Argentina, Grã-Bretanha, Suécia, EUA, Itália, Espanha, França e Alemanha). Infelizmente somos, também nesta nefasta categoria, os campeões de desemprego para os jovens entre 15 e 24 anos. À parte as questões econômicas (foco principal de estudo do instituto) e outras tantas sociais (discutidas também na reportagem), gostaria de incluir a preocupação em relação ao Setor Saúde Suplementar.
Estes jovens, ao ingressarem no trabalho alcançam a possibilidade de, com sua renda, seja ela qual for, buscar a oferta de produtos voltados para a saúde. Se ele opta pela Saúde Pública, o SUS, estará contribuindo através de sua folha de pagamento, mais a contribuição patronal, e os impostos que financiam o sistema para que ela sobreviva e melhore. Como o jovem está no auge de sua vitalidade e vontade de construir, está no momento ideal para se desenvolverem ações de prevenção e promoção de saúde consolidando a tríade perfeita: qualidade de vida, controle de riscos e redução de consumos dos recursos do sistema. Todos ganham!
Se ele opta pelo Setor Suplementar, buscará alguma das diversas alternativas que o mercado hoje oferece, fugindo daquele portfólio maniqueísta que durante tanto tempo existiu em nosso país: saúde esquecida, doença em locais de luxo. As empresas hoje, de todos os segmentos, já oferecem desde o plano mais tradicional até outros onde a adesão às ações programáticas de saúde são recompensadas com mensalidades mais atrativas. Novamente temos a situação em que o cliente permanece saudável por tempo maior, o sistema se volta para a resolutividade e as empresas sobrevivem. Todos ganham!
Nada disso, porém, acontece se o jovem está desempregado. Ele está excluído de tudo, exposto aos riscos do crime organizado, drogas e por aí vai. O jovem perde, sua família sofre, o país retrocede e o sistema de saúde encolhe. Por isso, preocupa-me quando escuto empresários e gestores estratégicos do Setor Saúde reportarem-se ao drama do desemprego como se ele estivesse num outro "departamento", fora do seu alcance e governabilidade. As ações de responsabilidade social podem e devem ser objeto dos planejamentos estratégicos das corporações que atuam na saúde, de forma muito mais ousada do que aquela até hoje existente. Fundações que são criadas com excedentes de lucros são bons começos, porém insignificantes perante a dimensão do problema e seus reflexos num futuro não tão distante. É importante que o setor acorde e inicie esta discussão.
Mais uma vez, somos campeões numa disputa em que não há, absolutamente, nada para se comemorar! Vamos querer nos enganar dizendo que nada se pode ser feito?

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