Boa Tarde!
É possível acompanharmos pela rede mundial o interessante debate que está ocorrendo desde as duas últimas semanas em nosso país co-irmão Portugal, acerca da Obesidade. As discussões e argumentações alcançam as formas de financiar o tratamento, as exigências clínicas e as responsabilidades estatais. Mas para além de tudo isto está a discussão sobre o modelo de saúde a ser seguido. Este é o cerne da questão.
De fato, podemos ter e identificar diversas estratégias para se lidar com o difícil equilíbrio entre qualidade de vida e saúde financeira dos sistemas em todo o mundo. Mas sempre será a escolha do Modelo que regerá a identificação e mapeamento dos processos e, destes, as estruturas necessárias para se alcançar os resultados. Se não temos certeza do modelo a seguir, melhor seria adiarmos todas as demais discussões.
Infelizmente, no dia-a-dia, testemunhamos diversas experiências contrárias a esta receita de bolo: tenta-se restringir ou modificar um Modelo de Saúde para que ele caiba numa estrutura já montada, ou o que é pior, aquela estrutura preferida pelos governantes. O problema é que o mundo real insiste em não caber em ilusões ou utopias.
A discussão dos portugueses poderá apontar diversos caminhos, mesmo aqueles que não julguemos serem os melhores. Não importa. O que importa é a discussão do Modelo e, a partir deste, definirem-se as estratégias e mensurarem-se os resultados. Isto é coisa de gente responsável, profissional e, relamente, dedicada a promover uma saúde melhor para todos.
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