Bom Dia!
Os jornais noticiam hoje, de forma antecipada, a liberação pelo Supremo Tribunal federal da pesquisa científica com uso dos embriões humanos. Claro que a terminologia usada pelos periódicos é de células-tronco, pois assim se reduz o impacto junto à opinião pública. Principalmente num país que está traumatizado por ter descoberto, há cerca de dois meses, que existe, sim, violência contra as crianças.
A Isabela foi assassinada, materialmente, segundo as investigações, pelo pai e pela madrasta. Porém, seus verdadeiros assassinos, pela omissão e acomodação perante tantas mentiras que nos são jogadas e aceitas, são todos os brasileiros e brasileiras.
Isabela tinha cinco anos. Era esperta, ativa, típico de meninos e meninas inteligentes e saudáveis. Ela já se vestia, era capaz de expressar suas necessidades, desejos e vontades. Era capaz de pedir, de suplicar por sua vida, como deve ter feito aos seus algozes. Era capaz de chorar, de sangrar de forma visível, de gemer por suas dores. Porém, nenhuma destas suas capacidades permitiu que os brutais assassinos reduzissem sua agressividade bestial e suspendessem sua execução.
Todo o país chora, até hoje, sua morte. Em especial quando a mídia repete à exaustão os vídeos e filmes onde aparece. Isabela tinha voz, mas nem mesmo sua voz foi capaz de impedir seu assassinato.
Tristemente engraçado é o fato de que, neste mesmo país, que agora está tão revoltado com a violência contra Isabel (e as outras milhares de crianças espancadas e assassinadas), está novamente silencioso e omisso perante a violência contra os embriões humanos.
Eles não têm voz ainda. Não aparecem em vídeos ou fitas. Não têm roupas bonitas que os fazem mais belos. Estão congelados, pois resultam do interesse comercial das empresas que comercializam a fecundação in vitro. Estas empresas precisam remunerar seus capitais. Da mesma forma que os laboratórios precisam vender seus fármacos. Todos precisam ganhar alguma coisa. Por que não descartar tais vidas?
Elas não falam, não expressam suas vontades, não gemem com suas dores, não têm vozes para pedir por suas próprias existências. Em nome da ciência se pretende exterminá-las.
Dizem os defensores que se melhorará a vida de uns, usando-se a vida embrionária.
Recordo-me que os pesquisadores nazistas usaram expressão similar. Os médicos dos campos de concentração alegaram a vida "descartável" dos judeus como desculpa para seus experimentos que poderiam garantiar a sobrevida dos soldados nazistas. Aos judeus também foi tolhida a voz pela repressão brutal dos seus algozes, mas também pela omissão de muitos que poderiam denunciar pela mídia o que estava ocorrendo.
Agora, o STF irá terminar o julgamento. A pressão da imprensa é pela aprovação. Esta mesma imprensa que exige a condenação dos algozes da Isabela.
Isabela tinha nome e cinco anos. Os embriões não têm nome e nem a mesma idade. Ambos, porém, têm algo em comum: a VIDA. Esta devia ser defendida por todos nós...
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