Bom Dia!
O Ministro Temporão afirmou na abertura do Simpósio Internacional promovido pela ANS no Rio de Janeiro, em comemoração aos 10 anos da Lei 9656, que é objetivo do governo uma maior integração entre o setor Suplementar e a Saúde Pública. Para um país que, em épocas não tão distantes tentava demonizar as operadoras e demais atores do setor privado, é, sem dúvida, um expressivo avanço este reconhecimento de que as operadoras privados podem (e devem) auxiliar o governo na promoção da saúde coletiva em nosso país. As formas disto se tornar realidade são inúmeras. A única exigência é a prevalência do bom-senso. De se procuara construir pontes sólidas que unam a atual situação onde promover saúde continua a ser um objetivo de papel e discursos, com o futuro almejado por todos: a saúde plena da população, a estabilidade das operadoras, a qualidade do setor.
Porém, existem alguns pontos que necessitam ações imediatas. E gostaria de destacar um deles na data de hoje: a coerência. Não é possível falar em integração sem enterrarmos velhos cadáveres que insistem em permanecer na sala: os discursos das operadoras que promover saúde as inviabiliza financeiramente é, com certeza, uma deles; mas a teimosia do governo em aumentar a carga tributária alegando falta de recursos para financiar a Saúde Pública é muito pior! Pior porque mascara a falta de ações voltadas aos gastos públicos. Pior que porque retoma um tributo detestado pelos trabalhadores (a CPMF) e odiado pelos empresários. Pior porque assume uma posição de compromisso repassado do governo para os trabalhadores e empresários como sendo de "integração".
O competente Presidente do SINDHRIO, Dr. Josier Vilaça, foi extremamente feliz em seu artigo veiculado hoje no clipping daquele sindicato, demonstrando o cansaço, a inoportunidade e falta de sensibilidade do governo em insistir com esta delonga. A sociedade não suporta mais tributos, nem a que detém o capital, nem, principalmente, a que recebe cada dia mais curtos salários. Integrar é tornar comuns posições e propostas que, em algum momento, pareceram até serem diferentes, antagônicas. Integrar é assumir compromissos conjuntos e honrá-los. Integrar é ser efeiciente na gestão de seus recursos e não querer atribuir sua falta de profissionalismo própria para que outros paguem a conta.
Viva a integração proclamada! Abaixo a (des) integração tributária desejada! Chega de tanto cadáver na sala!
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