2 de jun. de 2008

TEMPOS ESTRANHOS...

Bom Dia!

Vivemos um momento da história em que se propaga a velocidade das informações e sua nova característica de acessibilidade geral. Os formadores de opinião se gabam de que a propagação se dá em tempo real e isto está tornando quase impossível alguém se esconder no mundo atual. Alguém exceto Bin Laden, é claro. Bem, gracejos à parte, o fato real é que temos um volume imenso de informações girando pela rede mundial de computadores, rastreando fatos e empresas, criando em todos uma noção de comum bastante expressiva.
Fico então espantado com as notícias que vêm sendo veiculadas sobre as Organizações não Governamentais (ONG) e o absurdo desconhecimento do Governo Federal quanto as suas ações. Só para se ter uma idéia desta confusão, a FOLHA noticiou ontem que entre 2004 e 2007 foram cancelados centenas de convênios, representando milhões de reais, para entidades desta natureza encarregadas de prover a "saúde dos índios". Não se conseguiu comprovar, milhões de reais depois, que as ações foram adotadas e, quando foram, que resultados efetivamente apresentaram.
Por seu lado, as ONGs afirmam que o problema é documental, ou seja, uma nova figura para representar o caos: o ruído de papéis (o ruído de comunicação na era da globalização?). Fato concreto é que muito dinheiro que poderia estar sendo usado no SUS, nos programas sociais, na inclusão das populações mais carentes, e que são destinados a estas entidades, pode estar indo ralo abaixo, não bem para o lixo...
Estranho mundo este nosso: os computadores conseguem mapear tudo o que nós fazemos durante o dia. O governo federal sabe tudo o que ganhamos durante o ano. E a Saúde, liderada pelo Ministro que participa de tudo neste país que não seja a gestão do seu ministério, nada sabe sobre milhões de reais destinados a fazer o papel que deveria ser feito pelo SUS! Parece loucura, e é!

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