30 de jun. de 2008

O ESTILO DE VIDA

Bom Dia!

Estudo realizado pela Federação Italiana de Medicina Geriátrica e divulgado por seu Presidente (Vincenzo Marigliano) na semana passada, constatou que nos idosos (maiores de 60 anos), cerca de 66% das enfermidades decorrem diretamente dos estilos de vida adotados por cada um. Apenas 33% das doenças estão associadas às questões genéticas ou hereditárias. Ou seja, segundo aquele especialista, o genoma dos italianos é bom e asseguraria uma velhice estável, sem tanta fragilidade ou insegurança.
Entretanto, as opções alimentares, o cuidado com o físico e a mente, a falta de regularidade no acompanhamento de sua própria saúde fazem com que, ainda segundo o Dr. Vincenzo, num período de 6 a 24 meses, os idosos possuam quase 70% de possibilidades de serem internados num hospital, numa clínica de ortopedia, de terem uma enfermidade debilitante ou mesmo de morrer.
"A fragilidade está na prevenção", afirma o estudioso. E devemos lembrar que este estudo foi desenvolvido numa época em que a inclusão digital grassa todo o mundo, e os internautas de maior idade estão se multiplicando em todos os países. A informação está disponível e pode ser acessada. Resta a questão motivacional.
O idoso não pode se sentir como um penduricalho na sociedade, pois não o é. Se ele já não está mais no auge da sua capacidade laborativa, encontra-se certamente em posições onde nós ainda não chegamos: o ápice da experiência de vida pessoal e profissional; um maior nível de equilíbrio e capacidade de reação aos problemas; uma maior estabilidade econômica e financeira, dentre outros aspectos. Ocorre que a nossa sociedade materialista e vazia criou um protótipo para sucesso, em geral vinculado a modelos jovens e sarados, que tenta excluir os mais experientes de qualquer possibilidade de realização ou sucesso.
Os nossos anciãos são tratados como babás de luxo, ou serviçais de alto nível! Um absurdo, uma vergonha, um retrocesso! Se continuamos a isolar nossos idosos, como queremos que eles escutem nossas orientações sobre saúde e prevenção? Se os tratamos como alijados dos processos decisórios, como queremos que reajam se não for juntando-se em pequenos redutos, nem sempre bem orientados?
Sim, o estilo de vida é uma opção pessoal. Mas a exclusão dos nossos idosos também o é. Da mesma forma que podemos e devemos modificar a estrutura de nossas ações de Educação em Saúde, devemos trabalhar nossas equipes técnicas para que produzam ações de inclusão social efetivas e não apenas meros eventos onde os idosos participem.

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