Bom Dia!
Escuto muitas vezes reclamações de diversos funcionários, atuantes das mais variadas empresas e nos mais distintos setores do mercado. São queixumes que tratam da postura de seus dirigentes, da falta de compreensão para os desafios e dificuldades trazidos pela concorrência acirrada e nem sempre ética, ou mesmo do desconhecimento daqueles que detém o poder do mercado onde lhes cabe estabelecer as grandes diretrizes empresariais.
Também se reportam, estas lamentações, aos salários nunca compatíveis ou satisfatórios com o grau de investimento de cada um ao longo de sua vida acadêmica e profissional. A amplitude deste fato é aumentada se as condições de trabalho não são aquelas esperáveis, os colegas não ajudam ou qualquer outra expectativa não alcançada pelo reclamante.
Fiquei a pensar: onde está o pior e o melhor emprego?
Qual a estrutura ou perfil diretivo que atenderá as nossas expectativas?
Qual o mercado que atua de forma equivalente ao que dele esperamos?
A pior ou melhor empresa é aquela que está dentro de cada um de nós. O nosso projeto profissional, adequadamente desenvolvido e concretamente construído fará com que aproveitemos o que de melhor cada organização tem a nos oferecer. Chega de buscarmos empregos! Precisamos consolidar e resgatar o conceito de empregabilidade. Ou seja, somos profissionais competentes que locamos nossas capacidades às empresas que buscam resultados sérios, éticos e estruturais.
Não quero com isso dizer que todo lugar é um bom lugar para se trabalhar. Nunca! Mas afirmo que o lugar onde trabalhamos será tanto melhor quanto construírmos um clima de competência profissional, igualdade de oportunidades e meritocracia voltada aos resultados sistêmicos e não apenas aos ganhos financeiros.
Nós construímos e compomos os ambientes de trabalho onde atuamos. Será que eles não podem (e devem) ser melhores?
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