Bom Dia!
Lendo um recente artigo do Dr. Josier Vilar, publicado na revista "Homecare Brasil" (n.18 - Maio/Junho-2008), deparei-me com a seguinte afirmação, que dentre outras bem colocadas afirmações do Presidente do SINDHRIO, traduz um desafio que é de todo o Setor de Saúde Suplementar:
"Este é o nosso grande desafio: Fazer com que o "R" de Remuneração seja o somatório do "R" de Resultados Técnicos com o "R" de Reputação" (página 5).
De fato, foi preciso e cirúrgico o Presidente, pois conseguiu englobar diversos desafios numa nova equação de qualidade: o "R" de Resultados Técnicos não deve ser isolado apenas numa exigência de resolutividade dos prestadores de serviços, e sim na meta estratégica das operadoras de saúde. Se eu, comprador, não priorizo o resultado de saúde e assim saio da retórica e reuno no mundo real a melhor situação para o meu cliente e para a minha saúde financeira, não encontrarei no mercado estes Resultados valorizados. É a briga do cachorro com o seu rabo: eu afirmo que não existo e não priorizo os que oferecem, e por outro lado, os prestadores alegam que não priorizam resultados porque os compradores não exigem! Desta salada, espremido feito carne em sanduíche quem está? Ele, o centro do sistema, o maior esquecido deste mesmo sistema: o paciente-cliente!
Por outro lado, o "R" de Reputação deve ser urgentemente resgatado. Sim, a palavra é resgate, ou seja, buscar algo que nos foi tomado à força. O sistema nunca foi feito apenas de anjos, e sempre haverá os párias. O problema é que em nossos dias acha-se bem mais fácil este último grupo do que os verdadeiros profissionais. Chega de atores fantasmas na Saúde Suplementar! Quem realiza e quem compra, tendo presente as necessidades e expectativas dos clientes é que devem pautar os rumos do mercado, e não determinadas empresas que nunca aparecem, não possuem contrato e são sombras que dominam os custos e os problemas da Saúde.
Desta forma, o "R" de Remuneração é algo mais visível, perfeitamente quantificável e, o que é melhor, atrelado a uma qualidade que se pode mensurar. Não mais uma expectativa ou um desejo declarado, mas nunca demonstrado, e sim uma melhoria palpável e verificável por todos. É possível agregarmos valor ao nosso cliente comum, desde que tenhamos a coragem de assumir estes três "R" não como a imposição de um dos lados, e sim como a necessidade de todos os lados realmente sérios que participam deste mercado.
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