22 de jul. de 2008

A FELICIDADE NO TRABALHO

Bom Dia!

Pesquisa realizada nos Estados Unidos e divulgada pelo "The Washignton Post" no início deste mês, discute diversos temas que são considerados paradigmas em relação aos idosos, sua forma de encarar a dura realidade que atravessam em praticamente todas as sociedades contemporâneas e em relação ao trabalho. Gostaria de destacar hoje esta última questão.
Para os pesquisadores o paradigma era: os idosos com mais de 65 anos são obrigados a trabalhar, em especial pelas dificuldades financeiras que sofrem, além de outras causas em geral relacionadas ao sustento de seus familiares.
A surpresa veio de que a grande maioria dos idosos não atribui à questão financeira o fato principal de estarem trabalhando neste faixa etária, e sim ao fato de que... AMAM o que fazem! O trabalho para eles é uma forma de realização pessoal, de colocar seus dons ao serviço de uma coletividade e, claro, aferir proventos que lhes permitam viver e manterem-se independentes. Como para eles não existe mais a pressão da auto-afirmação, os idosos extraem, assim, prazer em estarem trabalhando e não dão as suas tarefas a carga de obrigação que tanto incomoda os trabalhadores mais jovens.
Quebra-se, assim, o paradigma da obrigatoriedade, substituindo-se pelo da alegria de se fazer o que gosta. Mais uma vez os nossos idosos nos trazem lições de vida insubstituíveis! Quantas vezes transformamos nossas vocações, ou seja, o exercício diário daquele dom que recebemos, numa enfadonha rotina de cuprimento de normas ou regras. Quantos momentos de criatividade são substituídos pela mecânica repetição de tarefas, procurando sumir no meio da multidão que nos cerca através da inibição de nossos talentos e, o que é pior, querendo acreditar que esta "imersão" nos protegerá daquele chefe mais hostil ou do outro incompetente mesmo! Que equívoco personalizar esta ou aquela empresa, como se um único CPF pudesse significar que esta é uma boa ou uma má organização para se trabalhar!
Os idosos nos ensinam a amar o que fazemos e, para conseguirmos, precisamos nos respeitar pessoalmente e aos que dividem suas habilidades conosco. Se o profissional não se respeita, como poderá requerer respeito de sua equipe e de seus dirigentes? Quantas vezes confunde-se cordialidade e bom clima, com ser "engraçadinho"! Querer agradar aos medíocres sendo "bobo da corte" não é, definitivamente, ter amor por sua vocação profissional e nem respeito próprio. respeite aos outros respeitando-se a si mesmo, esta é uma boa regra de ouro que podemos retirar das lições deixadas pelos idosos. Uma outra, pessoal, pode ser expressa assim: Olhe sempre em frente! Quem vive olhando para trás não consegue enxergar os perigos que estão a sua dianteira, por mais próximos que estejam ou maiores que sejam!

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