31 de jul. de 2008

A SAÚDE EM TEMPOS DE GUERRA

Bom Dia!

A organização internacional Médicos sem Fronteiras decidiu adequar e distribuir o seu Manual de Segurança, usado para orientar profissionais de saúde em áreas de conflito, dentre toda a rede pública da cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, na avaliação deste valoroso grupo de profissionais, que no desempenho da verdadeira vocação médica amenizam o sofrimento de tantas pessoas em tantos lugares do mundo que estão em conflito, o estado da arte na Cidade Maravilhosa alcançou o estágio de guerra civil. Que pena!
Vermos tantas imagens de governantes perambulando por capitais européias, projetando sonhos e divagando sobre mirabolantes projetos, enquanto o Rio, uma bela cidade, presenteada pela natureza com lugares tão bonitos, carece de segurança para sua população e, agora, para o próprio funcionamento de suas unidades de saúde.
Com certeza virão as críticas e os rebates do governo à iniciativa da organização humanitária. Ouviremos bravatas e a mídia dará destaque. Haverá apoio do governo federal ao poder local, dos ministros de Estado (em especial os que gostam de mídia) e por aí adiante. Porém, ações concretas para se reverter o quadro, estas não estarão e nem entrarão em pauta.
Além do que, em pouco tempo iniciará a temporada eleitoral, onde votos serão caçados em troca de promessas vazias, cestas básicas ou coisas similares. Os nossos políticos esquecem que a mesmice política não é acompanhada pela bandidagem, pois a violência só cresce com a impunidade e a corrupção generalizadas.
Ao invés de estarem frequentando cursos de especialização, os técnicos da saúde pública no Rio precisarão comparecer a treinamentos de sobrevivência na guerra. O Manual de Segurança, assim, é um triste, mais adequado, começo.

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