Boa Noite!
Levianos do país: onde estão vossas bandeiras?
Por que não as distinguimos dentre aqueles fiapos egoístas que nos circundam, pelas madrugadas afora, como conseguíamos a algum tempo atrás?
Mudamos nós, meros mortais, ou mudaram as bases filosóficas que vos serviam de manancial retórico-ideológico? Será que se efetuou verdadeira transmutação genética dentre vossos organismos internos?
Estaremos loucos ou, amadurecidos, tornamo-nos completamente imunes aos vossos desmandos, asquerosos insetos caçadores de poder? Estaremos IN FINALE, lúcidos?
Soam as buzinas, refletem-se estranhas figuras formadas sob as luzes de bruxuleantes faróis ressoam os jingles pseudo-políticos, arma-se o toldo! Entretanto, continuemos apáticos, magoados, dissimulados, perdidos.
Cairão por terra, uma-a-uma, as normas que vós nos impusestes, e que, por longos anos, nortearam e direcionaram nossos comportamentos, vidas, esperanças e ilusões. Impotentes, nada mais éramos que testemunhas “privilegiadas” da nova rodada histórica, descendente, que vossa mesquinhez nos impunha.
Avoluma-se, em nossos íntimos, crescendo à velocidade da luz, o brado de revolta, de indignação, de descrença, para a vossa escabrosa tentativa de nos tornar acéfalos.
Pois, acredita, somos sensíveis, apesar do que nos têm sido legado através dos (duros) anos de sofrimento político. Teimamos em reerguer a murada protetora das nossas aspirações, tantas vezes posta abaixo pela gigantesca onda de irracionalidade e descaracterização que causastes.
Não, não se alterou o nosso projeto de vida. Tampouco a sua essência ideológica. Apenas adquirimos plenitude de visão, vislumbrando o mundo real, antes que nos tornemos de novo, os fantoches com os quais contastes nestes últimos tempos.
Silenciais nossa voz com a retórica? Ledo engano, ela apenas descansa para reerguer-se muito mais fortalecida e coerente.
Se ergueres os punhos e bradares, porém sem razão, tudo não passará de fútil ilusão... Descaracterizem nossos anseios, instrumentalizem nossos sonhos, não nos importa... Vós passareis como tudo.
Devolvam nossas bandeiras, temos certeza de que não as mereceis! Afastem-se de nosso caminhar, é o futuro que vos ordena.
Não entendem o que lhes dizemos, levianos? Pois que permaneçam ignorados... Isto já não nos diz mais respeito.
(Inspirado pelo início do horário eleitoral gratuito na mídia: quanta inspiração!!!)
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