Boa Noite!
A Fundação Getúlio Vargas está em ritos finais de lançamento do Índice de Felicidade Futura (IFF) em nosso país. Este novo indicador mensurará o percentual de alcance das expectativas, ou seja, a transformação em realidade de fatores aos quais se atribui economicamente a “felicidade” dos consumidores nacionais, das mais diversas faixas sociais. Este indicador permitirá, também, contemplarmos como deverá se comportar o otimismo dos consumidores e, por conseqüência, o próprio consumo nacional.
Num país em que a renda média da classe “C”, nos últimos quatro anos, cresceu 22,8%, é de se esperar que o IFF esteja em alta, ou seja, consumidores felizes que sempre significa vendas. Ainda, cerca de 43% da população brasileira localiza-se nesta camada social (renda bruta mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.561), que tem como um dos seus grandes e prioritários objetivos, a vontade de possuir uma boa cobertura médica-hospitalar, leia-se, um Plano de Saúde!
Vale registrar que dentre os mais ricos (classes A e B), a variação positiva de seus rendimentos entre 2004/2008 foi de 33,6%, assegurando-lhes os recursos necessários à manutenção de seu padrão de vida e reforçando que, para os integrantes destes grupos, não é financeiro o motivo pela qual não buscarão produtos no segmento de Saúde Suplementar.
Ora, diante deste quadro mercadológico, as empresas profissionais deverão antecipar as expectativas dos seus potenciais clientes, reforçar os diferenciais possuídos e promover estratégias de captação que não apenas os convençam a ingressarem em suas carteiras: assegure a fidelização destes novos participantes.
Parece-nos que, na saúde, a equivocada tentação de se atrelar a cobertura oferecida às máquinas de exames, aos leitos de terapia intensiva ou aos aviões de resgate está, definitivamente, agonizando para sumir por completo. Isto é muito bom, em especial se este marketing de pirata for substituído por propostas que esclareçam à população a importância do cuidado e da prevenção, e não apenas torne dourada a embalagem do produto que está sendo oferecido.
A saúde não é produto tangível, material ou estruturável que seja facilmente visualizado e apresentado ao cliente. Ela chega a ser uma expectativa assumida pelo cliente como de concreta realização e, por isso, está sempre envolvida em questões delicadas, subjetivas e complexas.
À possibilidade de busca por produtos que é aberta pelo crescimento e pela “felicidade futura”, devem estar associadas soluções em saúde que uma vez apresentadas ao mercado alcancem àquelas expectativas das quais falamos no parágrafo anterior e cativem os novos integrantes da classe média brasileira.
Tomara que, para o bem de todos e felicidade geral da nação (e não apenas dos novos colegas), esta expectativa seja mensurada dentro de poucos anos pela melhoria dos indicadores sanitários e da qualidade de vida desta população, para que possamos afirmar com segurança e precisão que a inclusão social, no setor Saúde do Brasil é, realmente efetiva e benéfica para os clientes.
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