1 de set. de 2008

NEGOCIAÇÃO VERSUS IMPOSIÇÃO

Boa Noite!

Existe uma falsa percepção, em especial pelos nossos funcionários mais jovens, de que os conflitos são momentos especiais para se "mostrar serviço". Dessa forma, às vezes involuntariamente, permitem-se tensionamentos e estrangulamentos das negociações, para que, ao se chegar em tais situações, apareçam os "salvadores da pátria".
Ora, Negociação não é guerra, tampouco equipe negocial é batalhão de infantaria! Esta falsa e equivocada mentalidade vem sendo irresponsavelmente permitida por diversos administradores em níveis estratégicos, e já deveria ter sido banida dos nossos tempos!
O conflito é inevitável num processo negocial, mas o tensionamento é evitável e deveria ser defenestrado de nossas mesas negociais. O conflito é positivo, pois representa a busca de ambas as equipes pelo MELHOR resultado para suas organizações. Já a tensão decorre, principalmente, da personalização das atuações, de um ou de outro lado, quando as pessoas tentam ser mais destacadas que os resultados (processos).
A personificação e o culto à personalidade são filhotes de processos ditatoriais, não de uma negociação profissional. Por isso, os gestores mais experientes deveriam estar atentos para que sua equipe tenha foco no RESULTADO MELHOR e não no estrangulamento (às vezes, literalmente falando) dos representantes da outra organização!
De violência, neste mundo, já não bastam as situações presenciadas em nossas cidades? Contra todos os segmentos da sociedade, de crianças a idosos, será que já não foi suficiente para percebermos que a violência só serve para produzir ainda mais violência?
A negociação é um processo de qualificação de resultados. Assim, ela requer que sejam gerados resultados coincidentes com as expectativas das empresas, e estruturantes ao longo do tempo. É assim, e somente por isto, que surgiremos no mercado e marcaremos nosso nome como profissionais atuando em defesa de suas organizações. A truculência, violência ou personalismo são para os superados, retrógrados ou viúvos das ditaduras. Estes, após passarem, nem para nome de rua são lembrados! Sigamos os bons exemplos, rezemos pelos demais!

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