2 de set. de 2008

RETER TALENTOS: MISSÃO IMPOSSÍVEL?

Boa Noite!

Lembram daquele filme famoso, com um ator prá lá de maluco, mas que empolgou jovens e adultos tratando de missões quase que impossíveis? Elas eram dadas a um grupo de especialistas, bastante treinados e disciplinados, que cuidavam de levá-las a êxito custasse o que custasse a cada um deles (até a própria vida!).
Faço este preâmbulo porque estou próximo de acreditar que, no atual mercado volátil e altamente rotativo, a missão de reter talentos, quando se é gestor em nível tático, está beirando o impossível!
As empresas buscam competências no setor de Saúde Suplementar e acabam encontrando pedidos de emprego. Se por um lado é muito importante se destacar a vontade e honestidade do povo brasileiro, que deseja inclusão e não esmolas do setor público, por outro lado está cada vez mais difícil dar celeridade, ou mesmo forma, a um projeto estratégico sem profissionais competentes.
Quando os achamos, a alegria da descoberta dura muito pouco: outras organizações estão a sua volta, oferecendo-lhes benefícios e/ou salários, mais condições de trabalho, mais qualquer coisa que os leve a aceitar permutar de empresa. Preocupa-me esta alta rotatividade, na consolidação do perfil gerencial, na formação deste profissional.
Mas quando nos deparamos com a alta ansiedade provocada pelo mercado globalizado nos jovens trabalhadores, que em um ano já estão preocupados por não terem alcançado, pasmem, um cargo gerencial, dá para entender e ficar preocupado com o quadro atual.
Não podemos e nem devemos entrar nsta 'paranóia' do mercado. A retenção dos talentos deve fazer parte das estratégias da organização, e estas, sempre, devem estar alinhadas a seu projeto estratégico. Se assim o for, reter talentos vai estar em consonância com o alcance dos resultados estratégicos almejados e necessários para a construção da Visão e Missão organizacionais.
Reter por reter, sem saber o que fazer com o quadro disputado pelos concorrentes, pode vir a ser tão ou mais ruim do que perdê-lo por ainda não saber como utilizá-lo. De novo a palavra mágica é planejamento, estratégico é claro!
Uma empresa organizada e estruturada a partir de seu projeto de futuro com certeza saberá avaliar até onde pode chegar para reter seus talentos, sem que isto crie um desequilíbrio com outros potenciais funcionários e, principalmente, com seu caixa.
Um empresa 'des'organizada busca os talentos alheios como panacéia para sua própria miopia empresarial. Para este tipo de organização o talento não produzirá frutos: é uma semente boa jogada em campo ruim.
Para as empresas profissionais a retenção deve fazer parte das prioritárias demandas de seu nível diretivo estratégico. Sendo assim, reter talentos não será missão impossível e sim a possibilidade de concretizar sua missão, caminho para a sua visão de futuro.

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