Boa Tarde!
Persiste no mercado brasileiro uma silenciosa luta pela formação de grandes blocos dentre as empresas prestadoras de serviço no setor de Saúde Suplementar. Impulsionadas pela abertura de capital, ou pela capitalização de seus proprietários, e sustentada pelo desenvolvimento de uma tecnologia de gestão desenvolvida por décadas, estes grupos pretendem transformar seus critérios de qualidade em um padrão na oferta de serviços. Isto garantiria menos desperdício para eles, e mais ganho, e menos consumo desnecessário às operadoras, e portanto melhor resultado sanitário e financeiro.
Bom para todos? Mais ou menos.
Se por um lado a consciência da qualidade e que esta deve ser concreta e mensurável, não apenas uma intenção declarada ou um quadro na parede, deve ser não apenas saudada, mas apoiada com medidas reais, por outro lado a concentração significa o fim da concorrência... Isto é bom?
Um mercado que não se compara, como irá perceber seus pontos fracos, ou seu distanciamento das necessidades de seus clientes, ou mesmo a mudança do mundo onde atua?
Um mercado em que todos são apenas um ou dois não propicia o desenvolvimento dos quadros de cada empresa e nem a identificação de novos talentos. É uma monotonia interminável, burra e desorganizadora dos processos internos de uma organização.
O oligopólio é o fim da picada! Por isso, torna-se preocupante, não a postura agressiva das empresa de ponta, pois isto é natural de quem detém competência; mas a incompetência das demais empresas em enxergarem o cenário que está sendo delineado e reagirem usando o seu capital intelectual e indo, rapidamente, ao mercado buscar profissionais de excelência administrativa.
A busca da Qualidade deve ser capaz, também, de abrir nichos mercadológicos. Não deveria nunca ser causa de encolhimento das opções para nossos clientes. Como disse um sábio gestor de homens e de almas: Vigiai e orai!
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