Bom Dia!
Notícias veiculadas ontem pelo mercado nos informam da criação pela operadora MEDIAL Saúde da sua universidade corporativa. Elenca, ainda, diversas áreas de concentração e temas estratégicos que pretende a referida empresa levar à discussão e aprofundamento por seus colaboradores. Sempre deve ser saudada qualquer iniciativa voltada à educação e capacitação continuadas. Mais ainda no setor de saúde suplementar em que continuamos carentes destas iniciativas.
Porém, cabe refletirmos acerca de um bem intangível e que, talvez por isso mesmo, seja muitas vezes esquecido pelas corporações: o capital intelectual. O conjunto de saberes, experiências comprovadas e ligadas aos resultados, é algo que se constrói ao longo de um tempo considerável e quase nunca, curto. A apropriação disto pelas empresas é pouco percebida e a importância deste conhecimento para a consolidação dos objetivos estratégicos passa ao largo da maioria de nossos dirigentes (públicos e privados).
Investe-se pesadas somas em treinamentos, exige-se metas aparentemente decorrentes destes últimos, mas o saber adquirido e que pode aperfeiçoar processos de todo o sistema é solenemente ignorado. As universidades corporativas, ambientadas num universo mais específico do que as academias tradicionais e com áreas de concentração estabelecidas pela cúpula diretiva das organizações, tornaram-se importante passo neste sentido.
As especializações, os mestrados e doutorados, ainda pouco percebidos pelos dirigentes, poderiam evitar inúmeras consultorias mal sucedidas (porque mal encomendadas) e diversos anos de estagnação ou lentidão dos processos de mudança qualitativos. Ao se debruçarem de forma sistêmica sobre suas empresas, os profissionais forçosamente se encontram com a necessidade de ir além da teorização dos principais problemas, sendo quase que obrigados a apontarem soluções concretas e efetivas.
Vincular a criação de universidades corporativas ao capital intelectual das organizações deve ser, assim, mais do que um exercício de retórica. Este vínculo deve expressar a capacidade de visão de futuro dos dirigentes e a real competência administrativa que, ao galgarem postos tão estratégicos, deveriam efetivamente possuir.
Saudemos a operadora, objeto da notícia deste momento, e supliquemos para que as demais empresas que atuam na saúde suplementar a copiem... para ontem!
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