19 de set. de 2008

AVISO AOS NAVEGANTES!

Boa Noite!

Apesar do otimismo ufanista do nosso Presidente, em relação à crise da Economia Mundial e sua nenhuma repercussão no Brasil (segundo ele), não consegui me deixar contagiar! É um fato concreto que a nossa legislação, duramente desenvolvida após a crise bancária da década de 90 e sob os estridentes protestos dos partidos de oposição à época, criou uma forte blindagem com relação a estas situações de turbulência econômica.
Também não se pode esquecer que, apesar das doações feitas pelo governo atual dos direitos creditícios que o Brasil tinha, para com muitos países em todo o mundo, foi mantida a linha mestre da Economia, de crescimento conjugado com inflação sob gerenciamento. Isto foi um avanço e, se ainda não conseguimos reverter a cultura inflacionária na população, mas já vislumbramos mudanças de atitudes perante preços em ascensão em todas as camadas sociais, o que é um grande passo.
Mas, apesar disto tudo, estou inquieto. O mercado de Saúde não segue regras da Economia, das Finanças, ou de qualquer outra ciência. Assim, quando o dólar está em alta os preços são inflacionados sob a alegação de que estão sofrendo o encarecimento de seus custos.
Já quando a situação é de queda do mesmo dólar, os preços são de novo majorados, nesta situação sob outras desculpas técnicas: aumento de salário, aumento de... alguma coisa, descoberta da camada pré-sal e outras bobagens de mesmo nível.
O elegante amadorismo que reina nas gestões estratégicas das empresas que atuam no mercado de saúde suplementar faz com que elas optem, sempre, pela gestão de seu caixa e em poucos casos pelo aperfeiçoamento de seus processos e gerenciamento dos seus custos. Alguém que desejasse viver, exclusivamente, de ministrar ensinamentos sobre processos e custos neste segmento, fatalmente iria morrer de fome em nosso país. Por isso a minha inquietude.
O estouro da bolha imobiliária americana, temo, poderá ter efeitos maiores do que provocar brilhantes declarações como a de ontem: “Que crise? Vai perguntar para o Bush” (Presidente Lula, O GLOBO de 17.09.2008). Ele poderá ser usado, mais uma vez, para se tentar justificar uma onda de acréscimos de preços, em especial na vergonhosa realidade dos Materiais de Órtese e Prótese em nosso país, cujos fornecedores permanecem quase que imunes à qualquer Lei ou Fiscalização pelas autoridades responsáveis.
Como numa noite muito escura nunca sabemos se a luz no fim do túnel é uma esperança de chegada ou a chegada de um trem, deixo este aviso aos navegantes: “Vigiai e ORAI”!

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