20 de set. de 2008

SER GESTOR NÃO DÓI!

Boa Noite!

Quando éramos crianças, sempre ouvíamos a voz protetora de nossa mãe, nos momentos de maior medo ou expectativa: não se preocupe, não vai doer! Esta fórmula era repetida à exaustão, nos mais diversos momentos e servia de bálsamo protetor para as mais diversas dores e os mais particulares dos nossos medos.
Fosse a situação um momento anterior a uma prova, ou aquele outro que precedia uma injeção, a determinação maternal de que isto não dói aliviava nossos medos e fazia diminuir a intensidade da dor.
Pois bem, está na hora de muitos gestores voltarem a ouvir suas mães. Afinal, elas dirão a todos nós: "Ser gestor, meu filho, não dói". Devemos entender que não é possivel dissociarmos gerenciamento de problemas. Não se pode esperar apenas bônus de sua promoção, também virão os ônus, cuja capacidade de resolver, ou a expectativa mensurada desta, serviram certamente de motivo aos seus superiores para a sua promoção.
Acontece que deixamos ser atraídos pela parte ficcional dos cargos de gestão. Aquela aura de poder, de destaque entre os demais, da possibilidade de vitrine e, em especial, dos aparentes enormes ganhos financeiros, surge e é assumido pelos neófitos candidatos a gestores, como se englobassem a totalidade da missão gerencial. Ledo engano.
A gestão é um passo que deve ser dado com maturidades pessoal e profissional. Sob pena de se perder a carrerira e o emprego, muitos jovens desenvolvem quase que uma paranóia pelas imediata ascensão, sem se esperar ou observar a caminhada inerente a todos os que ocupam cargos gerenciais.
Ser capaz de enfrentar as frustrações, de transformar massas brutas em profissionais e, principalmente, de fazer convergir para os objetivos estratégicos da empresa, pessoas com valores, culturas, formações e estilos completamente díspares e particulares, constituem-se, em minha opinião, nas mais difíceis e complexas tarefas dos gestores. Mas também são, por isso mesmo, as mais desafiantes.
Dá trabalho? Dá.
Exige muita dedicação e estudo? Sim.
Mas, dói? Não, definitivamente não dói. Como já o dizia a minha mãe...

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