26 de set. de 2008

NOSSOS HERÓIS ANÔNIMOS...

Boa Noite!

Nosso país é rico em heróis anônimos. Pessoas que jamais terão seus nomes em placas de ruas, jornais de grande circulação, revistas da moda ou programas de televisão. Mas que sempre marcarão os corações daqueles que são assistidos por suas ações, um nome que marca e jamais se apaga: a gratidão.
Essas verdadeiras formiguinhas da esperança conseguem vencer o abandono das políticas governamentais, através da sua perseverança e persistência na busca de soluções concretas para os problemas e deficiências das comunidades e populações onde atuam.
Inclusão é um nome técnico e tão mal-usado politicamente que não consegue ser percebida pelos mais necessitados. Por outro lado, solidariedade é tão sensível e perceptível que os excluídos não conseguem separá-la dos agentes que ao promoverem-na tornam real a silenciosa revolução da justiça social.
Por isso, não consigo deixar de admirar os educadores de todos os níveis, mas com ênfase aos que se dedicam às crianças, em especial àquelas mais carentes.
Que pena verificar que as grandes estruturas nacionais, sejam elas públicas (como os governos) ou privadas (como as empresas) ainda não incorporaram de forma efetiva os benefícios e a blindagem estrutural que trabalhos efetivos de resgate social trazem para toda a sociedade, eles inclusos obviamente!
E onde irmos para esta atuação?
Basta olharmos no entorno dos lugares onde estas empresas estão instaladas. Seria suficiente que cada uma delas criasse um cinturão de justiça social em torno de seus muros, e certamente estes não estariam a cada dia mais altos e robustos.
É verdadeira a inclusão social que é percebida pelo destinatrário como agregadora de valor a sua vida e de seus familiares. De nada servem prêmios, reportagens ou participações em eventos para se celebrar o que não se sustenta como perene e includente. Aliás, porque se escolhem lugares tão belos e afastados do mundo real da injustiça social, para se falar sobre o desejo de se acabá-la?

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