Boa Noite!
Eu não tenho a mínima idéia da posição final que o Brasil irá ocupar no quadro de medalhas dos Jogos Para-Olímpicos que se encontram em curso na China. Mas de algo eu já sei e quero compartilhar agora: somos vencedores! Quanto esforço, quanta superação, persistência e coragem de ir além dos seus aparentes limites demonstram nossos atletas. Ao contrário de muitos, ditos "perfeitos"(sic), nossos deficientes não desistem, nem se entregam.
Eles nasceram neste país de terceiro mundo, eternamente em busca da auto-suficiência, que conta com políticos e marqueteiros sempre de plantão para faturar em cima de quaisquer vitórias com o cinismo de querer parecer, para a opinião pública, que tem parte no feito dos outros.
Nem com isso nossos para-atletas se deixam afetar. Eles são mais do que heróis, pois o heroísmo está ligado à vitória, e no lado dos que perdem os heróis rapidamente se transformam em bodes expiatórios. Eles são o nosso maior exemplo de profissionalismo (mesmo que os organizadores classifiquem profissional como alguém que recebe salários privados e não pela dedicação ao esporte independentemente de que os financie).
Não fazem nada sem planejamento. E este último sempre ligado aos resultados, sendo pragmáticos e prudentes, mas deixando sempre a meta como algo além do que já alcançaram, para que não lhes desapareça a doce provocação do desafio. Suas deficiências são detalhes de uma classificação, pois fazem das barreiras que a vida lhes colocou desafios motivacionais e nunca impecilhos finais.
Eles transformam barreiras em desafios e, a partir destes, constroem os alicerces de suas vitórias. Se não possuem, segundo os mais exigentes, a perfeição física ou a beleza completa, são os mais belos seres humanos nos exemplos, na sua garra e na firme determinação de vencer. Que exemplos para todos nós!
Aos mais velhos, para que não deixem suas frustrações e decepções tolher-lhes a gana de vencer com ética, seguindos aos princípios e sempre procurando fazer dos seus resultados uma agregação de valor para a sociedade onde está inserido e outras (por que não?).
Aos jovens, como testemunho real de que o planejamento não terá sucesso se queimarmos as etapas necessárias para se ir de um degrau ao outro nas suas vidas profissionais. Esta "pressa" introduzida pela globalização burra só leva ao adoecimento e a uma visão míope e puramente materialista. O saber absorver as experiências que o tempo e a dedicação trazem, fará com que a maturação se dê no tempo certo: nem cedo demais, queimando etapas e promissoras carreiras; nem tarde demais, quando a acomodação já tenha ocupado o lugar da eterna e sempre bem-vinda rebeldia revolucionária dos jovens.
Somos ou não somos campeões, sejam quantas forem as medalhas a serem conquistadas?
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