7 de out. de 2008

AS SURPRESAS DOS ELEITORES-CLIENTES

Boa Noite!

A imprensa está comentando sobre alguns resultados das urnas como se fossem “surpresas”, tendo em vista as pesquisas de opinião realizadas ao longo destes últimos dois meses. Os candidatos ditos “zebras” reagiram na reta final e passaram a ser finalistas desta corrida sucessória. Enquanto alguns derrotados esperneiam, os mais experientes se recolhem e começam a analisar o cenário e o seus futuros pessoais e partidários.
Existe algo para a realidade do mercado de saúde suplementar nesta história toda? Penso que sim.
Em primeiro lugar, pesquisa de opinião não é uma verdade absoluta e nem sequer espelha uma tendência. Ela é importante para que a empresa “sinta” como está sendo percebida pelo seu público-alvo. Exatamente por isso, recomenda-se que seja uma ferramenta de uso periódico e sempre direcionada aos objetivos estratégicos das empresas que por ela pagam. O candidato que se acomodou por estar em primeiro, ou aquele que se entregou por estar em último, derrotaram-se pelas próprias análises mal-elaboradas.
O cliente, seja eleitor ou não, está sendo bombardeado de informações numa velocidade tamanha que mal consegue discernir quais as úteis e aplicáveis daquelas outras, verdadeiras abobrinhas. Assim, ele desenvolve a cada dia uma espécie de auto-reflexo consumista, retendo o que lhe é expressivo numa primeira visão, deixando o resto para analisar depois (ou nunca, se o estímulo for errado ou inexistir).
O segundo turno será a hora decisiva, na qual deverão ser separados os que mais podem convencer daqueles que mais fazem firulas... e nada mais! Também para as empresas, o momento após o lançamento, ou seja, a fase na qual o produto não mais é uma novidade, um diferencial, não deixa de ser a grande hora da verdade para o seu portfólio.
Os clientes adoram as novidades, mas permanecerão comprando aquilo que melhor responde as suas necessidades, e que possuam a melhor relação preço versus valor agregado. Assim como os vitoriosos do primeiro turno já perceberam, é um novo momento e uma nova estratégia. Cabe demarcar as diferenças e consolidar os produtos!
Vale para políticos e para empresas!

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