8 de out. de 2008

NOVAS CRISES, NOVAS SOLUÇÕES

Boa Noite!

Os governos de todo o mundo estão articulando, junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a construção de alternativas amenizadoras da grande crise que atravessamos. Embora um dos empecilhos seja o fato de que o FMI foi criado pelos países ricos para "ajudar" os países em desenvolvimento e, por isso, não poderia ter seus recursos destinados aos seus fundadores, não resta dúvida de que para esta nova crise é necessário uma nova postura mundial.
A questão do financiamento, de um lado, e a regulação de outro surgem e se colocam à frente de quaisquer discussões que se queira fazer acerca de soluções creditícias para a crise financeira. Tristemente interessante que os setores financeiro e cambial, que solenemente ignoram a saúde suplementar, poderiam ter aprendido tanto se analisassem os movimentos de mercado destas últimas décadas. Embora não goste da concentração, não se pode deixar de reconhecer que ela ocorre pela priorização estratégica do desenvolvimento de competências por aquelas empresas que estão sobrevivendo na sáúde suplementar.
O mercado financeiro não gosta de inovar. O da saúde não sobrevive sem esta última. Frente a esta aguda crise, sem dúvida nenhuma a maior desde o "crack" da Bolsa em 1929, novamente as empresas de ponta da Saúde Suplementar são chamadas a superarem pela criatividade os riscos agregados. As alianças estratégicas podem ser uma boa pedida. Com elas, manter-se-ia as competências de cada ator, partilhando-se recursos financeiros e diluindo-se (ou amenizando-se) os riscos trazidos pelo imobilismo.
Não é momento de investimentos de médio/longo prazos. Mas também não é momento de paralisação. Continuar em frente, com velocidade controlável e colchão de liquidez formado por grandes acordos corporativos, pode até não ser o melhor dos mundos, mas está se desenhando como a grande oportunidade para quem souber aproveitá-la.

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