20 de out. de 2008

A HISTÓRIA QUE NÃO QUER ACABAR...

Boa Noite!

Alguém já disse que é muito triste um país que precisa melhorar a partir do sacrifício de seus heróis, com o que concordo. Mas, o que dizermos de um país como o nosso que não consegue melhorar nem mesmo com o sacrifício de seus inocentes? Os discursos retóricos, inflamados, emotivos e incosequentes campeiam os comícios, são feitos procurando desqualificar os avdersários, em especial aqueles de melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto. É lamentável que nenhum deles traz propostas concretas para se atacar e superar de uma vez por todas a triste e lamentável situação de sermos campeões mundiais de VIOLÊNCIA URBANA.
Escrevo sob a emoção repetida de ver o imenso amor da família de Eloá para com seus semelhantes, que ela nunca virá a conhecer, ao doar todos os órgãos que possam ser aproveitados da adolescente, cuja vida foi ceifada não por ciúmes, como diz a imprensa, mas sim pela incompetência dos governantes deste país em coibir a violência, o acesso às armas, ao tráfico de drogas que domina as comunidades, impõe o medo a todos e determina como e onde podemos andar nas metrópoles.
Eloá é mais uma das inúmeras vítimas com as quais os governantes têm escrito suas histórias neste país de terceiro mundo. Espero que ao menos seja respeitada a dor de sua família por tantos candidatos interesseiros e incompetentes que somente se preocupam com estes fatos quando eles estão na mídia, deixando ao alrgo, depois, todos os projetos que tratam sobre este tema.
Certamente será necessário uma outra vítima, que interesse à mídia, para ouvirmos os "poderosos" discursarem sobre a violência. Claro, até que uma destas vítimas seja filha de alguém realmente poderoso, tudo o que veremos será isto.
A violência desequilibra o sistema de saúde, afasta turistas e investidores, mas o pior é que destrói para além das vidas que ceifa: no mínimo duas famílias estão destroçadas hoje. A que mais sofre é a da vítima, imolada no altar da incompetência do Governo Federal e Estadual, mas também a do agressor, tolhida neste pesadelo coletivo que, parece, nunca vai terminar neste país!

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