22 de nov. de 2008

O DOCE ENGANO DO PODER

Boa Noite!

Tenho me deparado, ao longo dos últimos 17 anos, tempo no qual venho exercendo de forma ininterrupta, funções gerenciais, com diversas situações onde o doce aroma provocado pelo poder sobre pelas narinas do bom senso e, em muitos casos, anestesia a ra'zão e o equilíbrio.
O poder é um perfume inebriante, não duvidem disto. Mas efêmero, de pouca consistência moral e de nenhuma substância técnica. Não se precisa ter competência para se ocupar de nacos de poder que, em geral os incompetentes, julgam ser eternos.
A sua competência técnica é que prevalece, faz com que alcance resultados e, se estes forem concretos, não individualistas e contribuirem para a longevidade do mercado onde você atua, construirá o maior dos patrimônios que pode um gestor adquirir: o nome acreditado no setor onde atua.
A credibilidade é um patrimônio que não se pode mensurar, mas do qual jamais deveríamos nos separar! Roupas, bens, patrimônios são circunstâncias e devem ser vistos como meras ferramentas a algo bem maior: um projeto de vida que conduza seus sonhos dentro da Ética; sua atuação gerencial dentro de Princípios Morais; seu usufruto do Poder como meio de CONSTRUIR e nunca de se isolar, ou tampouco de desconstruir seja lá o que for.
Não estou falando de teorias:
Roma julgava que subjugando os povos, pela força ou pela imposição de tributos que lhes tirasse a capacidade de se armar, seria eterna. Bem, Roma foi derrotada por uma hoste de bárbaros, semi-analfabetos e cuja grande arma consistia na uniformidade de objetivos e de uma ferrenha concentração nas metas estabelecidas por seus líderes.
O Nazismo julgava que pelo terror e extermínio organizado da população adversária, em especial dos nossos irmãos judeus, estaria criando um reino que duraria no mínimo mil anos. Durou 12 anos e muito deste tempo em virtude da omissão criminosa dos políticos britânicos e franceses da época.
O poder é uma escuridão, a Ética é uma luz que guia os passos do gestor pelo caminho correto. E ser ético é fazer em particular tudo aquilo que se espera que você faça quando todos te vêem. Deixe que os bons princípios te absorvam, conduzam teus atos e decisões.
Não fuja de suas responsabilidades e nem dos embates que se façam necessários. Mas deixe de lado, saia de fininho do doce engano do poder: de que tudo pode e será eterno. Infinito só Deus!

Nenhum comentário: