4 de dez. de 2008

O SUCESSO E O PINGUE-PONGUE

Boa Noite!

O Jogo de pingue-pongue foi criado na Inglaterra, no Século XIX, e tornou-se tão popular (tênis de mesa) que é capaz de nos fornecer interessantes elementos de reflexão e análise de vida profissional e pessoal, além dos importantes momentos de lazer que propicia. As regras deste jogo colocam dois desafiadores (ou duas duplas) interagindo através do uso de uma ferramenta igual para ambos (as raquetes), buscando impulsiona a bolinha rumo ao campo oposto, com tal efeito (mais do que força bruta) que impeça o adversário de responder à jogada.
É uma disputa das habilidades e competências técnicas de cada um dos contendores, que é vencido por aquele que domina a técnica e dispõe dela de tal forma que acumula mais resultados positivos do que seu desafiante. Não existe forma de “ludibriar” ou “enganar” os árbitros, pois as regras são absolutamente técnicas, transparentes e previamente conhecidas. Portanto, será vencedor, efetivamente, quem estiver melhor preparado e for capaz de transformar esta questão individual em resultados práticos.
Assim deveriam ocorrer as disputas no mercado corporativo. Uma vez definidas as regras do jogo (pelas legislações e normas regulamentárias), os desafiantes (concorrentes que podem ser empresas privadas e/ou organismos públicos) buscariam os pontos necessários às suas vitórias (mercado e satisfação dos clientes ou usuários).
O grande diferencial seria a habilidade de cada ator no jogo, ou seja, gestores competentes e técnicos, escolhidos de forma justa e transparente e ocupando os lugares de maior complexidade e necessidade corporativa.
Por que, então, isto não ocorre, ao menos de forma hegemônica no mercado? Será que é culpa da bolinha (o famoso “ruído de comunicação”)?
Acontece que nós gestores buscamos, na maioria das vezes, reconhecimentos públicos e espalhafatosos das nossas competências individuais, em detrimento dos resultados coletivos que deveríamos viabilizar em nossas organizações e empresas. Possuímos uma infindável carência de destaque, de reconhecimento explícito, que se não deixa de ser importante, jamais poderiam se sobrepor aos grandes objetivos estratégicos das organizações, sejam quais forem os mercados onde atuam. Nossa ansiedade domina o bom senso e equilíbrio gerenciais, sufocando-os e colocando-os num plano secundário.
Quando agimos assim, a meritocracia abandona o palco, empurrada para fora do tablado pelo individualismo egoísta e egocêntrico, tornando o pseudo gestor um poço de vaidade e presunção. Um passo para o abismo...
Na vida profissional e pessoal dos gestores, bem como nas rotinas diárias das organizações, o sucesso deveria ser, como no pingue-pongue conseqüência da junção das competências individuais mais as habilidades das equipes e do foco nos objetivos estratégicos. Egoísmo não gera sucesso; no máximo gera ilusão, ou pior, trapaça!

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