Boa Noite!
Os principais jornais brasileiros anunciam hoje o profundo e preventivo corte efetuado pelo Governo federal no Orçamento 2009: R$ 37 BILHÕES. Este número significa uma redução de 25% sobre o total orçado pela União e aprovado pelo Congresso para gerir a máquina e promover os investimentos necessários ao crescimento do país, à manutenção de empregos e por aí vai.
Mantendo a mesma linha de sempre, o Planalto efetuou os cortes mais profundos nos ministérios mais periféricos (Turismo, Esportes e Meio Ambiente), preservando nominalmente, as verbas da Saúde (corte de 4%) e da Ciência e Tecnologia (corte de 4,1%). Sabemos, porém, que manter o valor no orçamento não quer dizer converter os empenhos em créditos. Mas, como sempre, o Governo quer manter as aparências.
A Marola citada pelo Presidente, num dos discursos mais irresponsáveis da história deste país, chegou até nós e como uma gigantesca onda. Ainda transponível, é bem verdade, mas uma perigosa onda.
Talvez se tivéssemos levado a sério o tamanho de uma crise mundial que repousa sobre o crédito, e que pode jogar o mundo numa depressão, não teríamos necessidade de corte tão profundo como este.
Talvez, se tempestivamente tivéssemos mobilizado todo o empresariado e governo, pudéssemos juntos ter identificado alternativas às inúmeras demissões que estão ocorrendo em nosso país e que, somente não pioraram as estatísticas de emprego porque as montadoras de automóveis, tão beneficiadas por este governo, estejam renovando as férias coletivas num desesperado esforço para resguardar os empregos dos trabalhadores.
Mas, vivemos num país que o “SE, QUASE, ERA, EX e VICE” não servem para nada!
A Marola chegou e os empresários de visão estão adotando medidas de enxugamento de custos para evitarem um quadro pior.
E o setor saúde suplementar?
Salvo raríssimas exceções, as preocupações têm sido individuais e as ações bastante localizadas. A discussão setorial, permanente e, principalmente, a oportunidade de construção de alternativas protetoras ao setor de forma coletiva estão solenemente esquecidas.
A própria ANS está discutindo outros pontos importantes, mas não assumiu ainda o seu papel de agente catalisador perante esta situação. Quando a crise mostrar sua face na saúde, pois chegar ela já chegou, talvez a Agência se dê por satisfeita com a “diminuição do número de operadoras”, confirmando seu desejo e projeção antigos.
Os empregos que isto significam, os valores que saem do mercado, a perda de qualidade que é possível ocorrer nos que ficam e, principalmente, a redução do acesso aos clientes, nada disto parecer ter sido listado como ameaça por nossos gestores estratégicos da Saúde.
A Marola do Governo Federal já chegou ao país. A ANS continua jogando pedrinhas no lago...
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