Bom Dia!
A imprensa brasileira tem se esmerado, nestes últimos anos, em valorizar e destacar a necessidade de serem "respeitadas as liberdades individuais", contra os que chama "arcaicos" conceitos defendidos em especial pelas igrejas cristãs, com maior ênfase nas críticas aos católicos. Em geral, estas "liberdades" aparecem em temas voltados para a vida ou para o sexo, denominado de "livre" por eles. Por isso, fui tomado de grande surpresa quando li a reportagem sobre a nova "liberdade" (sic) criada pelos portadores de HIV ou por aqueles que praticam o sexo desenfreado, mas ainda são HIV negativo: o BAREBACKING. Este Termo advém da palavra inglesa que significa montar em pelo livre (sem sela), e é usada pelos vaqueiros nos rodeios para designar o maior desafio e prova de coragem deles para com os touros, dentro das arenas.
No caso das orgias praticadas por defensores do hedonismo, ela é usada para expressar a prática de sexo em grupos onde proliferam HIV positivos e quaisquer outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis, a título de "ousadia e coragem de macho". Chegaria a ser risível, se não fosse trágico e, antes disto, se não representasse a materialização da imensa campanha que a mídida vem fazendo no sentido de que tudo se pode fazer, desde que em nome de uma pretensa "felicidade"!
Para vocês terem uma idéia, reportagem do JB, de ontem, dia 03.01, dá conta de um anúncio publicado nos jornais paulistas e cuja chamada é: "Procuram-se HIVs", para se divulgar uma festa fechada onde vale tudo em termos sexuais, desde que sem qualquer tipo de "prevenção" daquelas tão decantadas pelos nossos governantes e gestores da saúde pública deste país.
Ah, existe uma exigência: só homens entram nestas orgias, pois eles estão dando um basta à ditadura das camisinhas. Óbvio que o nosso Ministro da Saúde deverá se manifestar contrário a este tipo de "evento". Citará a importância do uso da camisinha, ainda que deixe claro sua posição de que cada um faz o que quiser lá dentro. Ou seja, lembra-me um pouco aquela triste frase de um político, aliás aliado do governo atual: "Estupra, mas não mata". Se usar o preservativo, e assim, na opinião do Sr. Ministro, reduzir o perigo de contaminação pelo HIV, então... pode!
O mundo real desmente o Sr. Ministro da Saúde, pois o número de infectados no Brasil já ultrapassou a casa do meio milhão de pessoas e, somente no ano passado, foram detectados mais de 33 mil novos casos! A infeliz campanha promovida pelo Ministério, onde se deixa a mensagem de que com o uso da camisinha se pode fazer tudo, até sexo no meio da praça (e com banda de música tocando, lembram?), está sendo lida pelos mais jovens como um "liberou geral".
A AIDS não é, apenas, um problema de saúde pública: é especialmente um problema de formação e defesa de princípios morais e éticos. Ou seja, tudo o que não se quer discutir a respeito desta epidemia mundial que pode deixar de existir no momento exato em que a humanidade assim o desejar! A AIDS não é contagiosa, ela é voluntariosa. Depende de cada um de nós sua extinção. A discussão sobre esta doença tem que ocorrer num campo mais amplo, onde se envolvam os três aspectos bem destacados no ano passado pelo Papa Bento XVI: Fé, Família e Formação.
Tratar a AIDS como uma oportunidade de se fazer populismo, ou de se agradar às forças dominantes pela crítica às igrejas cristãs, irá fazer com que continuem crescendo o número de infectados e, principalmente, a nau dos insensatos: os irresponsáveis que buscam, através de orgias divulgadas em anúncios pagos, contrair o vírus para, assim, "livrarem-se da ditadura da camisinha"!
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