Boa Noite!
A frase acima é atribuída ao pensador Epicuro que viveu há muitos séculos, mas nos legou um ensinamento que bem poderia ter sido de ontem. De fato, para propiciar uma base à incessante atividade do martelo, a bigorna deve ser feita de material mais resistente, com poder superior de consistência e de suportar os ataques e pancadas.
Não são poucas as oportunidades em nossas vidas, pessoal e profissional, em que apanhamos (quase que literalmente), de chefes descontrolados, sem que saibamos na maioria das vezes porque estamos apanhando!
O desânimo chega, a desmotivação quer se instalar, a tristeza substituiu a alegria de nos encontrarmos fazendo aquilo que gostamos de fazer. Por isso tudo é que o ensinamento de Epicuro é tão atual: os martelos desaparecem um dia ou outro, é só questão de tempo! Os martelos em geral são produtos de outros, não possuem consistência própria e nem resistem às mudanças! Em verdade, os martelos não têm competência para lidar com intempéries, ao contrário de suas vítimas, as bigornas.
Ser bigorna é não pactuar com a mediocridade, ainda que ela possua cargo e carimbo maior que o seu.
Ser bigorna é não se dobrar à incompetência, ainda que ela possua uma aparência vistosa e muita conversa fiada (em geral sem nenhuma substância).
Ser bigorna é se manter fiel aos seus princípios e valores, defender a ética e lutar pela justiça, ser contrário ao populismo barato e estéril que, muitas vezes, assola uma corporação.
Ser bigorna, enfim, é continuar firme enquanto o tempo e a verdade cuidam de desmantelar os martelos - truculentos e burros; agressivos e incompetentes, ou seja, meros passageiros do tempo.
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