31 de mar. de 2009

GOLPE CONTRA A VERDADE

Boa Noite!

Está se articulando na Europa, mais precisamente na Inglaterra, um dos mais duros e cruéis golpes contra a vida e em defesa do aborto: a permissão para que clínicas que praticam este infanticídio e associações que “cuidam” de menores grávidas, possam elaborar e divulgar peças publicitárias de “orientação e educação sexual”.
Resta apenas que a comissão inglesa encarregada de fiscalizar as práticas televisivas, e que atende pelo pomposo nome de Broadcasting Committee of Advertising Practice (http://www.asa.org.uk/cap/about/cap_broadcast/), reformule o código vigente para incluir mais esta insana proposta.
Mas, de onde ela vem? Qual o fator que desencadeou este novo golpe contra a vida?
As raízes deste movimento estão na discussão havida no Parlamento inglês acerca de alguns números do sistema de saúde em 2007, a saber:
1. O Reino Unido alcançou em 2007 o posto de primeiro lugar em toda a Europa no número de jovens menores (abaixo de 18 anos) que estão grávidas. Para cada mil mulheres esperando um filho, 42 (quarenta e duas) ainda não completaram os 18 anos!
2. Este número preocupou os eminentes políticos ingleses, pois chega a ser mais do que o dobro da projeção com que se trabalhava no final dos anos 90 (20 em cada mil), a Organização Mundial de Saúde para os países desenvolvidos.
3. Destas jovens, cerca de 50% delas procurarão o sistema de saúde inglês para solicitarem o ABORTO, o que causou a elevação (entre 1977 e 2007), do número de casos para 198.499 no ano de 2007. Isto significa quase 600 abortos por dia, além das inúmeras consequências e sequelas para estas jovens, no restante de suas vidas, e por conta do sistema de saúde inglês.
4. De cada 20 jovens que pedem para se praticar o aborto, TRÊS, ou seja, 15% delas, possuem idade inferior a 14 ANOS!

Os números, pois, são alarmantes, quer pensemos como gestores de saúde, quer pensem os políticos de lá (e os daqui também) sob o aspecto de que isto tudo sobrecarrega o sistema, o que significa mais dinheiro, traduzindo-se: mais impostos e... menos votos! Note-se que questões essenciais como a vida humana, a preservação da saúde física e mental destas jovens e outras, não aparecem de forma concreta no documento final do parlamento. E qual a causa apontada por eles: insuficiente divulgação dos métodos contraceptivos pelas escolas e nas famílias!
Por isso, de forma lamentável, os políticos ingleses entenderam que a solução é usar a mídia e quebrar o “tabu” de não se permitir propagandas sobre o sexo, a camisinha e o aborto. E quem mais interessado em apoiá-las do que as clínicas que praticam este abjeto assassinato, ou as poderosas indústrias farmacêuticas que irão ganhar rios de dinheiro com os remédios que as jovens tomarão o restante de suas vidas, ou a mídia comprometida com ambos?
A única contra-recomendação da comissão será que as peças devem ser veiculadas em horários que não alcancem as crianças de menos de dez anos! Como se faz isto? Ou seja, é uma restrição para se marcar uma posição falsa: a de que se preocupa com as crianças.
Permitir a propaganda sexual na televisão é o mais duro golpe contra a verdade e a vida que já se aprovou no Velho Continente. Este gesto trará reflexos em todo o mundo, em especial neste nosso país, onde personalidades de saúde trocam seus currículos e suas histórias por momentos de fama e exposição na mídia, a qualquer custo.
Se aprovada a reforma, estaremos banalizando ainda mais o sexo, dando à promiscuidade a mesma categoria de um produto comercializável pela televisão, e relegando a vida à uma opção secundária, não principal.
Algumas organizações ligadas às igrejas que defendem o direito à vida já se manifestam contrárias ao absurdo projeto de reforma. Mas parece-me que a grande maioria da população está tratando o aborto da mesma forma com que trata a violência: só será importante no dia em que a vítima estiver dentro da nossa casa. Enquanto as vítimas forem os outros, ficamos omissos, silenciosos ou, o que é pior, covardemente complacentes.

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