23 de abr. de 2009

CONTROLES ESTRATÉGICOS

Boa Noite!

Os governantes americanos anunciam a criação de pelo menos vinte comissões que irão apurar e apontar autores de desvios dos recursos liberados para combater a crise e evitar quebras e demissões de empresas nos EUA, e que se estimam chegar a mais de US$ 700 bilhões fraudados! Até o final do ano passado isto seria moleza: bastaria dizer que a culpa era do Bush e todos aceitariam, a investigação seria rapidamente concluída e a sociedade americana faria sua atividade preferida: transferir a responsabilidade de problemas sistêmicos para este ou aquele indivíduo.
A questão, porém, não é de alçada exclusiva dos poderes públicos. Infelizmente, as empresas e demais organizações privadas costumam transitar entre dois perigosos e equivocados extremos: ou se libera geral, com frouxidão nos controles (ou inexistência destes), e se caminha célere para a quebradeira, ou se criam tantos mecanismos de travamento, a pretexto de se instituir controles, que se torna a empresa paralisada, inerte, e se morrerá de falta de mercado!
Gestor que pretende tudo ver, nada vê. Empresa que pretende tudo centralizar, nada enxerga. Ao menos, nada daquilo que tem impacto e importância para sua sobrevivência! Controles são ferramentas auxiliares da gestão que se destinam a assegurar o fiel cumprimento das decisões estratégicas e dos resultados pactuados. Controles não travam empresas, incompetências e medos sim. Estas ferramentas não causam centralização, ao contrário, promovem a descentralização fiscalizada gerencialmente.
Todos os profissionais, muitos deles com bastante experiência, que conheci e se deixaram levar pela tentação da centralização, acreditando desta forma estar ampliando seus mecanismos de controle, falharam em suas pretensões e, em muitos casos, pagaram com seus cargos e empregos estes erros.
Se desejamos alcançar os resultados que nos foram estabelecidos, devemos saber ousar, descentralizar e estabelecer acompanhamentos focados e priorizando-se os grandes gastos. Isto não elimina os riscos, pois estes são inerentes à atividade administrativa, mas assegura uma maior possibilidade de êxito em nossa atividade gerencial.
É bom que pensemos nisto, antes de constatarmos o desperdício (ou pior, os desvios como no caso americano) de recursos que estão cada vez mais escassos e caros! Ou isto, ou encontrar rápido um Bush que sirva de bode expiatório enquanto não crescemos profissionalmente e decidimos encarar nossas responsabilidades nos erros que causaram perda de valores para a empresa!

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